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terça-feira, 28 de julho de 2015

Enriquecimento ambiental

Enriquecimento é o ato de mudar o ambiente onde o animal vive (no caso dos cães, nossa casa) para encorajar comportamentos naturais. Para os cães, proporcione objetos para roer e procurar o alimento, oportunidades de correr, farejar, rasgar. Estes comportamentos naturais tornam a vida dos cães muito mais prazerosa. Quanto mais oportunidades oferecermos para que eles se comportem como cães, mais felizes e realizados serão.

Pensamos tanto no que queremos de nossos cães, mas esquecemos de pensar no que eles querem de nós. E não é algo difícil. Eles querem se sentir seguros, física e emocionalmente; ter suas necessidades físicas (abrigo, calor, alimento, água, carinho e companhia) atendidas diariamente. A maioria de nós fornece isso com facilidade. Mas os cães também precisam que seus corpos e cérebros sejam exercitados e isso algumas pessoas têm falhado em proporcionar.

Precisamos ter em mente que somos espécies diferentes e, aquilo que nos faz bem não fazem o mesmo por nossos cães. Por exemplo: somos espécies visuais, gostamos de ver coisas. Já os cães ficam felizes quando podem cheirá-las; usamos nossas mãos para explorar o mundo, os cães usam sua boca para isso; gostamos de criar coisas, os cães gostam de destruí-las.

Para enriquecer o ambiente que seu cão vive, pense nas coisas que ele gosta. Se você não tem certeza, tente coisas novas a cada semana e veja como seu cão responde a cada uma delas.

Normalmente os brinquedos mais apreciados pelos cães são aqueles que acordam seu instinto predador: brinquedos de pelúcia que fazem barulho; perseguir uma corda ou bolinha; cabo-de-guerra; um Kong recheado (tentar pegar alimento de dentro dele é como tentar pegar o tutano de um osso). Nossos cães não precisam ser mimados, precisam estar ocupados.

Benefícios
O enriquecimento ambiental, além de encorajar o cão a exibir comportamentos da espécie, também é usado para corrigir problemas comportamentais, tais como a síndrome da disfunção cognitiva dos cães (conhecido como Alzheimer canino), medos, ansiedade de separação, comportamentos obsessivos-compulsivos e comportamentos inadequados resultantes de tédio ou frustração.

Como enriquecer o ambiente de meu cão?

  • Brinquedos: já notou que, quando você dá um brinquedo novo ao seu cão ele fica muito animado mas, depois de uns dias, ele já perdeu totalmente o interesse nele? Isso porque os cães se acostumam com os brinquedos: o brinquedo novo se torna apenas mais um objeto inanimado no ambiente.

    A solução? Fazer o rodízio de brinquedos. Dê uma variedade de brinquedos para seu cão (formas, tamanhos, texturas, cores e odores). Ofereça cerca de 3 brinquedos por dia. No fim do dia, retire-os e coloque outros 3 "novos" brinquedos. Assim, seu cão sempre terá um brinquedo "novo" diariamente.
  • Exercícios: os cães precisam de exercícios diários para ter uma saúde física e emocional: se você tiver um filhote  ou um cão com alta energia, a quantidade de exercícios necessária para o bem-estar dobra. Lembre-se que seu cão não tem a quantidade adequada de exercícios apenas correndo no quintal da sua casa, por maior que seja o quintal e qualquer que seja o tamanho de seu cão.

    A maioria dos cães não tem oportunidade de fazer exercícios intensos com seus donos por uma série de motivos, mas seu cão precisa sim da sua ajuda para se exercitar e brincar. Há várias atividades que vocês podem fazer juntos. Algumas sugestões são:

    - Passear ou fazer trilha com o cão;
    - Correr com o cão (ou andar de patins com ele);
    - Andar de bicicleta com ele, usando equipamentos apropriados para isso (para segurança de ambos);
    - Se seu cão gostar, brincar de bolinha com ele.
    - Brincar de cabo-de-guerra;
    - Se seu cão gostar, leve-o para nadar e buscar brinquedos na água;
    - Esconda petiscos ou os brinquedos favoritos de seu cão pela casa.

    • Passeios: outra forma de aumentar a experiência de seu cão com o ambiente é levá-lo para diferentes tipos de caminhadas. Exemplos:
             - Passeios curtos onde o propósito seja apenas para fazer suas necessidades;
             - Passeios estimulantes nos quais seu cão tem tempo para parar, cheirar, investigar, marcar e descobrir os odores de diversas coisas. Muitos cães não têm todo este tempo para cheirar e investigar, então, permita que ele possa explorar de um jeito apropriado para a espécie: é excelente para a saúde mental dele;
             - Passeios de educação que aumentam a habilidade e confiança do cão, onde melhoramos os modos ao caminhar (guia frouxa), ensinar alguns comandos básicos de obediência e também é uma excelente oportunidade para socialização;
             - Passeios em ritmo acelerado, excelente para melhorar a saúde física do seu cão (e sua também).
    • Enriquecimento social: Se seu cão se dá bem indo a parques, proporcione oportunidades para interagir com outros cães sociáveis, além de exercícios e brincadeiras.

      Se você tiver amigos que tenham cães sociáveis, junte todos para uma ótima brincadeira (é bom para a nossa socialização também). Pode ser uma alternativa para evitar que os cães fiquem assustados com um número muito grande de cães, como seria o caso de parques.

      Atividades como agility, faro, flyball, freestyle são excelentes meios de enriquecimento social.
              Se você tiver amigos que tenham cães sociáveis, junte todos para uma ótima brincadeira (é                   bom para a nossa socialização também). Pode ser uma alternativa para evitar que os cães                     fiquem assustados com um número muito grande de cães, como seria o caso de parques.
           
              Atividades como agility, faro, flyball, freestyle são excelentes meios de enriquecimento social

    • Estratégias adicionais:

      - Proporcione ao cão enriquecimento visual também, dando-lhe oportunidade de ver através de uma janela (a menos que ele seja reativo aos estímulos externos);

      - Dê-lhe também enriquecimento auditivo, deixando a TV ou o rádio ligados, tocando músicas ou sons de natureza no CD e dando brinquedos que fazem barulho;

      - Proporcione enriquecimento tátil fazendo carinho, massagem e escovando-o. Mas lembre-se de fazer isso de um modo que o cão goste!;

      - Faça uso do olfato dos cães e coloque seus brinquedos em contato com suas roupas, para que eles fiquem com seu cheiro (e de quem mais morar com vocês). Óleos essenciais que sejam seguros aos cães são uma ótima pedida também. Esconda petiscos pela casa ou em caixas de papalão (também pode ser em rolos vazios de papel higiênico/toalha, caixas de ovos etc);

      - Quebra-cabeças para cães ajudam a manter o foco e atenção dos cães com alto nível de energia e mantém os cães que sofrem de ansiedade de separação ou que têm medo ocupados antes e durante estes eventos estressantes.
      Recheie brinquedos (como o Kong, acima) com alimentos apropriados à espécie para que ele se mantenha interessado. Também pode congelar estes brinquedos, para o cão ficar ocupado por um tempo maior. 

    - Proporcione ao cão enriquecimento visual também, dando-lhe oportunidade de ver através de uma janela (a menos que ele seja reativo aos estímulos externos);

    - Dê-lhe também enriquecimento auditivo, deixando a TV ou o rádio ligados, tocando músicas ou sons de natureza no CD e dando brinquedos que fazem barulho;

    - Proporcione enriquecimento tátil fazendo carinho, massagem e escovando-o. Mas lembre-se de fazer isso de um modo que o cão goste!;

    - Faça uso do olfato dos cães e coloque seus brinquedos em contato com suas roupas, para que eles fiquem com seu cheiro (e de quem mais morar com vocês). Óleos essenciais que sejam seguros aos cães são uma ótima pedida também. Esconda petiscos pela casa ou em caixas de papalão (também pode ser em rolos vazios de papel higiênico/toalha, caixas de ovos etc);

    - Quebra-cabeças para cães ajudam a manter o foco e atenção dos cães com alto nível de energia e mantém os cães que sofrem de ansiedade de separação ou que têm medo ocupados antes e durante estes eventos estressantes.
    Recheie brinquedos (como o Kong, acima) com alimentos apropriados à espécie para que ele se mantenha interessado. Também pode congelar estes brinquedos, para o cão ficar ocupado por um tempo maior. 

sábado, 18 de julho de 2015

Além da educação: crie laços com seu cão

Todos sabemos as vantagens de se ter um cão educado: podemos ir com ele para vários lugares dog friendly, temos um convívio mais harmonioso em casa, são queridos por nossos amigos e familiares, é prazeroso passear com eles. Mas, nosso convívio com eles vai além da educação: devemos criar laços com eles.

Criar laços não é algo complicado: ocorre naturalmente quando temos um cão e o criamos com apego. No começo, o filhote pode não esperar que você o guie mas, com o tempo, você verá que ele começa a te ver como alguém em que ele pode confiar, e a educação fica mais fácil.

Então, como fazê-lo? Primeiro de tudo: como você educa seu cão? Treinos baseados em reforço positivo são muito mais benéficos para o relacionamento que queremos ter com nossos cães que um baseado em líder da matilha e punições. Um cão que confia em nós tende a obedecer mais, e com mais alegria. Abaixo, mais algumas dicas para que você crie laços com seu cão:


  • Brinque com ele - divirtam-se juntos, deixe ele ser um cão. Jogue bolinha no jardim, brinque de cabo-de-guerra. Descubra do que ele mais gosta de brincar e brinque com ele. Além de estreitar os laços existentes entre vocês, ambos ficarão relaxados.
  • Eduque-o - sim, um cão que tem laços estreitos com você é mais fácil de educar, mas o contrário também é verdade: quanto mais educamos nossos cães, mais estreitos ficam nossos laços com eles. 
  • Mantenha a calma - ter um cão não é só alegria: também nos frustramos e ficamos ansiosos. E não só com eles, mas com as coisas da vida de um modo geral. Gritar e ficar nervoso assusta a maioria dos cães, mesmo quando nosso acesso de raiva não é direcionado a eles. Se for, o estrago é ainda maior. Se esforce para falar em tom de voz calmo com seu cão, mesmo quando ele apronta: gritar não resolve problema alguma, só estraga o relacionamento entre vocês dois.
  • Preste atenção na sua linguagem corporal - aprenda o básico do comportamento canino e a ler seus sinais corporais. Isso lhe ajudará a entender o que seu cão gosta, não goste e o amedronta. Lhe ajudará a prevenir problemas antes que eles comecem e a retirar seu cão de uma situação desconfortável ou assustadora. Assim que ele entender que você o manterá a salvo, a confiança entre vocês dois crescerá. 
Resumindo: ter um cão traz alegria à nossa vida e também devemos dar a ele o que precisa para ser feliz. Ter momentos felizes juntos e cuidar de seu cão estreitam os laços entre vocês. Sim, cada cão é diferente, demonstram seus sentimentos de forma única, mas todos merecem ter um relacionamento maravilhoso conosco. 

domingo, 12 de julho de 2015

It's Yer Choice


video

Um vídeo para mostrar como meus magrelos estão se saindo com o jogo "It's Yer Choice". Suzie sabe com o comando (Deixa), mas no exercício em questão eu não posso falar nada: eles têm que ter o auto controle por si sós e não querer pegar o que eles querem pegar: precisam esperar para isso. Em breve usarei para a porta, coleira, portão etc etc etc. 

Aqui estão na segunda aula com a comida deles.

Níveis de distração:
- presença de outro cão familiar (nível 5 para o Pistache, nível 2 para Suzie);
- presença de crianças familiares (nível 1 para os dois);
- presença de móveis (nível 0);
- presença de alguém filmando (nível 0);

sábado, 11 de julho de 2015

Mesma raça, personalidades diferentes

Este post aqui é só pra descontrair e mostrar que apesar de pertencentes à mesma raça, os cães têm suas personalidades, são indivíduos diferentes.

Aqui em casa tenho um casal de whippets. Suzie, que está com a gente desde os 4 meses, e Pistache, que chegou aqui com quase 5 anos. Whippets são cães ágeis, companheiros, asseados, se adaptam ao nosso estilo de vida: estão sempre prontos tanto para nos acompanhar em corridas, trilhas, caminhadas, como deitados ao nosso lado enquanto lemos um livro ou vemos um filme. Mas tenho observado diferenças sutis nos dois.

Pistache, à esquerda; Suzie, à direita
Suzie:
* apegada, mas mais independente: ela não precisa de tanto contato físico, mas gosta de nos ter em seu campo de visão;
* muito ágil, mesmo com quase 11 anos ela pula, corre e não é de se cansar fácil;
* aprende muito, muito rápido;
* não é resistente ao frio e calor extremos;
* agitada, principalmente quando vê outros cães na rua;
* prefere explorar um local novo a ficar perto, apesar de sempre voltar para checar se estamos no mesmo lugar;
* confiante, para elas todas as visitas vieram vê-la.

Pistache:
* extremamente apegado, adora colo, precisa de contato físico e tem horas que parece que quer entrar dentro da gente;
* meio estabanado, derruba as coisas, se cansa mais fácil nas corridas;
* aprende rápido, mas precisa de mais tempo para entender o que se quer dele;
* resistente ao clima;
* calmo, principalmente com outros cães;
* em um local novo, fica ao meu lado, buscando segurança;
* mais medroso, não é tão receptivo com visitas.

Qual o objetivo de eu escrever um post falando disso? Que utilidade tem? Simples: não é porque dois ou mais cães são da mesma raça que reagirão da mesma forma. Cães são indivíduos e cada um tem sua personalidade. Ao selecionarmos uma raça, não quer dizer que o cão por nós escolhido terá o comportamento 100% do descrito pelo padrão: o padrão diz o que podemos esperar, sim. Por exemplo, não podemos esperar que um Whippet seja um cão de guarda ou pastoreio. O padrão apenas nos diz o que esperar de um modo geral. Há as variações de cão para cão.

Outra coisa: não acreditem em locais que dizem que o cão da raça X é difícil de educar, que são burros, teimosos etc. Eu ouvi isso quando conversei com uma pessoa, que os Whippets eram burros demais para serem educados: ela sabe fazer inúmeras coisas. Todos os cães têm a capacidade de aprender, principalmente quando trabalhamos com reforço positivo.

domingo, 21 de junho de 2015

Ensinar seu cão a ficar calmo

Seu cão sabe ficar sem fazer nada, apenas relaxando?

Suzie relaxando sob o sol
Sentar (ou deitar) e ficar calmo é uma das coisas mais importantes que podemos ensinar aos nossos cães. Infelizmente, tendemos a encorajar exatamente o oposto disso. Mas, como fazemos isso? Deixamos nossos cães mais agitados quando falamos com eles, brincamos com eles, quando nos preocupamos se estamos lhes oferecendo bastante atividade, seja num daycare, correndo, indo ao parque, dando brinquedos, brincando mais um pouco. Acredite: eu também faço isso com os meus cães!

Quem é que nunca pensou coisas do tipo:

Será que ele vai ficar bem enquanto eu trabalho?
Será que preciso colocar mais recheio no seu Kong?
Será que neste final de semana ele precisa brincar com algum amiguinho canino?

Mas, do que os cães precisam?
Eles precisam aprender a relaxar: deitar e tirar uma soneca, ou apenas deitar e ficar quietinhos, sem ganir, chorar ou procurar algo pra roer.
Precisam aprender a ter paciência, prestar atenção em nós, fazer contato visual, se adequar em nossa vida.
Precisam aprender a ter auto-controle, podendo assim ir a mais lugares dog-friendly conosco: confiaremos que ficarão calmos em diversas situações, podendo ir com a gente em casas de amigos, a picnics ou mesmo a lojas em que eles possam entrar.
Precisam aprender o "Fica", com e sem distrações.

E, sim, eles também precisam se exercitar, com certeza! Afinal, os exercícios são muito importantes para os cães e, infelizmente, a maioria dos cães não é exercitada o suficiente.

Mas eles precisam ter um equilíbrio entre exercício e tempo para relaxar.

Recentemente escrevi um artigo falando sobre como lidar com cães agitados. Muita gente acha que tem um cão agitado quando, na verdade, tem um cão com energia normal, ou até um com pouca energia, mas que não é exercitado o suficiente e encorajado a ficar meio amalucado.

O que fazemos de errado?

  • Não proporcionamos exercícios adequados, como longas caminhadas ou corridas diariamente.
  • Não reforçamos o comportamento calmo.
Como ajudar um cão a relaxar?
Se você quer um cão mais calmo, coloque em prática as dicas abaixo:
  1. Seu cão está sendo exercitado o suficiente? Se não estiver, exercite-o. 
  2. Recompense o comportamento calmo, ao invés do alucinado. Você lhe dá atenção quando ele está deitado quietinho ou quando está chorando e pulando?
  3. Pratique exercícios que ensinam seu cão a relaxar, como "deita", "fica" e auto-controle. 
  4. Não preencha as 24h do dia do cão com atividades. 
  5. Ensine a ele uma frase que signifique que a brincadeira acabou. Aqui eu uso "Chega" e "Acabou". Uma vez que você diga essa frase, não volte atrás e continue brincando. Quando você diz "Chega" é porque a brincadeira acabou mesmo. 
Estas são minhas dicas para se ensinar um cão a ficar mais calmo. 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Rosnar é bom? Sim!

Como assim, rosnar é bom?

Primeiro precisamos entender que os cães não são humanos: eles respondem às coisas de uma forma diferente de nós. Esperar que se comportem como humanos é injusto com eles. 

Imagine um cão roendo seu osso, o tutor chega perto, tenta tirar o osso, o cão rosna e é punido por isso. O que ensinamos ao cão quando fazemos isso? Com certeza tornamos o osso algo ainda mais valioso para ele, o que leva a um aumento da agressão no futuro, caso alguém tente retirar o osso dele de novo.

Outra coisa que ensinamos quando fazemos isso é que o cão não deve rosnar. Mas, por que isso é importante? Lembre: somos espécies diferentes! Os cães se comunicam de forma diferente de nós. Rosnar é algo bom, sim! É o jeito que os cães tem de se comunicarem conosco. Precisamos ouvir o que eles têm a nos dizer ao invés de reprimi-los. Por quê? Porque, se eliminamos a comunicação deles, aumentamos o risco de um desastre no futuro.  

Cães também usam muito a linguagem corporal quando se comunicam. Não apenas o rosnado, mas seu corpo fica tenso. O rosnado é quase sempre precedido da tensão do corpo e do olhar fixo. Estes são sinais não verbais. Um cão consegue percebê-los mas nós, humanos, no geral não conseguimos perceber estes sinais de alerta e acabamos forçando o cão, que então faz uso do aviso verbal, que é o rosnado. A linguagem corporal é o passo um do aviso. 

O passo dois pode ser ou um rosnado ou um simples mostrar os dentes. Veja que o cão tenta evitar uma briga! Ele lança mão de todos os meios antes de atacar. Agora, o que acontece se punimos um cão quando ele está neste ponto? Dependendo do cão, podemos ensiná-lo a não dar aviso algum e levamos uma mordida "do nada", porque não deixamos que ele nos dê o rosnado, que é o aviso mais perceptível para nós, humanos. 

Se continuarmos forçando o cão, ele passa para o passo três: a mordida em si. Pode ser apenas que ele avance e morda o ar. Mais um sinal para nos afastarmos. Se, ainda assim, ignorarmos mais este sinal, aí o cão ataca. Seja um humano, seja outro cão ou animal. Isso é muito comum de acontecer com crianças, que não vão entender nem mesmo o rosnado do cão, ou com adultos que querem "provar quem é que manda". A mordida pode ser grave, principalmente para as crianças, que são mordidas no rosto. 

Então, resumindo: se ensinamos ao nosso cão a não rosnar (punindo-o quando isso acontece), seremos mordidos. Ponto. O cão aprende que é melhor não avisar, afinal, ele é punido quando avisa. Então, ele passa da linguagem corporal para o ataque, de forma muito rápida. Se torna um cão imprevisível. 

O que fazer para evitar problemas assim então? Como fazer com que meu cão deixe eu retirar coisas da boca dele sem que ele rosne e eu o puna, piorando a situação no futuro?

Faça de tudo uma brincadeira. Seu cão está com um osso? Troque-o por petiscos que ele goste muito (um pedaço de queijo, frango, figado etc). Elogie-o por deixar você pegar o osso e sempre devolva o osso para ele. Assim ele vai entender que, quando você chega perto e ele está roendo algo gostoso, ele ganha coisas gostosas e, mesmo que perca o osso, não tem problema, porque você sempre devolve pra ele. Faça isso todos os dias, desde filhote, por uns 5 minutos. Assim você terá um cão que você pode retirar coisas de sua boca (e isso é muito importante, pois ele pode pegar algo perigoso para sua saúde e você vai precisar tirar dele). 

terça-feira, 26 de maio de 2015

A cartilha da alimentação crua

Antes de dar alimentação crua, eu alimentava a Suzie com ração. Adorava procurar a melhor no mercado, ler sua composição, pesquisar sobre elas. Seguia tudo à risca: quantidade correta, segundo o fabricante e acreditava que era a melhor alimentação, nutricionalmente balanceada e que traria a melhor saúde pra minha magrela. 

Mas o tempo foi passando, conversei como algumas pessoas que não ofertavam ração, mas sim a então nova alimentação natural. Mas não acreditava muito, confesso. Até que Suzie começou a ficar sempre doente: seja sofrendo de dermatite, de otite ou de problemas gastrointestinais. Até vermes ela pegou através de ração. O primeiro a me abrir os olhos foi o veterinário, que me indicou uma pessoa que fazia já pronta para vender (algo incrível para mim, que sou vegetariana e não queria mexer em carnes). Isso foi há quase cinco anos. Depois, eu também comecei a pensar "Pôxa, se eu me preocupo com a minha alimentação, dando preferência a alimentos naturais, por que dou um alimento industrializado e processado pra Suzie? Se isso não faz bem pra mim, com certeza pra ela também não.". Com o tempo fui pesquisando eu mesma sobre como formular a dieta dela em casa: sairia mais em conta e eu variaria os ingredientes. 

Hoje, tanto ela quanto Pistache comem alimentação crua, biologicamente apropriada, e a saúde deles é incrível. Há melhora na disposição, de pelagem, de saúde e emocional. Só vi benefícios.

Quando comecei não havia muitas informações disponíveis em português, então também pesquisava em sites internacionais e também achei livros muito bacanas sobre o assunto. 

Comecei meio que sozinha, com ajuda aqui e ali, tendo sorte dos veterinários que eu conversava serem favoráveis (apesar de não saberem prescrever) a mudança da alimentação. Sabendo que é um trabalho árduo, devido à falta de informações e, em alguns casos, até desencorajamento de terceiros, deixo aqui uma cartilha que encontrei nas minhas pesquisas, com tudo sobre a alimentação crua, mas de forma bem resumida. 

GUIA
Os pontos-chave são:

  • Varie sempre.
  • A proporção entre cálcio e fósforo deve ser de 1:1. Carnes são ricas em fósforo, ossos são ricos em cálcio. Presas inteiras, peixes e ovos tem a proporção balanceada. 
  • As vísceras não devem exceder os 15% da dieta. Não sirva fígado sempre, varie entre as vísceras (coração bovino e de frango, e moela são consideradas carnes). 
  • Se acostume a oferecer "carnes estranhas", como pés, cabeça, pescoço de frango e peru, traqueia, rabo, rim, testículos. Traqueia, pés de frango e peru são ricos em condroitina e glucosamina, que ajudam a ter articulações saudáveis.
  • Quando oferecer porco ou salmão, congele as carnes por pelo menos uma semana antes de oferecê-la (e prefira alimentar com salmão selvagem).
  • NUNCA ofereça ossos cozidos. Os ossos crus são digeridos facilmente pelos cães. Por segurança, supervisione sempre as refeições.
Sempre que possível, prefira carnes de animais criados soltos e sem hormônios e antibióticos. 

O QUE OFERECER
Uma preocupação comum quando mudamos da ração para a alimentação crua é que "ela não é completa nem balanceada". Não é verdade, por dois motivos. Primeiro, ninguém sabe ao certo o que é uma refeição completa e balanceada. Segundo, uma refeição balanceada acontece com o tempo: cada refeição não precisa ser completamente balanceada, desde que consigamos suprir as necessidades nutricionais dos cães a longo prazo. Você não calcula as porcentagens exatas de proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais nas suas refeições, e não precisa fazer isso com os cães. Se você variar a alimentação, conseguirá o equilíbrio. 

Aqui em casa a maior parte da dieta é de ossos carnudos crus (60%), que incluem carcaça de frango, pescoço, asas, pescoço de peru. 

Ossos
Ossos longos não são considerados ossos carnudos crus e não devem ser oferecidos nem como ossos recreacionais. Ossos recreacionais interessantes são joelho de porco e bovino e pés de porco. Ofereça 1 a 2x na semana. Além de entreter por algumas horas, ajuda na limpeza dos dentes. 

Peixe
Os peixes podem ser oferecidos 1 ou 2x na semana, pois são fonte de ômega-3. Ofereça-os crus também. Há também a opção de suplementar o ômega-3 através de cápsulas de óleo de peixe. para cães com problemas articulares, a suplementação é fortemente recomendada. O óleo de linhaça também é fonte de ômega-3, mas os cães não são capazes de absorvê-lo tão bem quanto nós. 

Vísceras
Aqui em casa as vísceras fazem parte da dieta em uma pequena parte (15%). Podem ser de frango, porco ou bovina. 

Carnes
Também entram em 15% da dieta. Qualquer carne pode ser oferecida, entre elas coração. 

Ovos
Oferecidos crus e com casca (proporção perfeita de cálcio e fósforo), devem ser dados 2 ou mais vezes na semana. Talvez você tenha ouvido que a clara do ovo crua tem uma proteína que limita a biotina, e isso é verdade. Para evitar deficiências, ofereça junto com a gema. A gema, aliás, é a parte mais nutritiva: são excelente fonte de magnésio, cálcio, ferro, folato vitaminas A, E e B6. Prefira oferecer ovos orgânicos. 

Frutas e vegetais
São benéficos como suplementos. Os vegetais devem ser batidos no liquidificados. Os cães não conseguem obter todos os nutrientes dos vegetais se eles não forem batidos. Vegetais verde-escuros são ricos em vitamina B. Frutas maduras são mais facilmente digeridas e também contém vitaminas. Outros alimentos vegetais que são aliados da boa nutrição são salsinha, açafrão, gengibre e alho (em pequenas quantidades). Não oferecer carboidratos (batatas de nenhum tipo, inhame, cará etc). 

Grãos?
Na minha opinião, não são alimentos naturais para os cães, por isso, não fazem parte da dieta dos meus. Os cães conseguem digerir grãos, por isso às vezes os incluo no preparo de petiscos. Mesmo assim, prefiro não dar nenhum grão. 

QUANDO ALIMENTAR
Os meus comem duas vezes ao dia: café da manhã e janta. Filhotes devem ser alimentados de 3 a 4x ao dia. 

Não é um bicho de sete cabeças: depois de pouco tempo já adquirimos prática. Lembre-se de variar as carnes e animais oferecidos.

QUANTO OFERECER
Em geral, de 2 a 3% do peso corporal ideal do cão adulto (veja bem, IDEAL, não o peso atual). Se o cão for muito ativo, pode ser que ele precise de mais comida. Para saber se você está dando a quantidade ideal, avalie o escore corporal do cão. 

Escore corporal dos cães

Para filhotes, as porcentagens variam de acordo com a idade, mas sempre baseado no peso IDEAL:
Filhotes de 2 a 4 meses: 11% - 9%, 4x ao dia
Filhotes de 4 a 6 meses: 8% - 6%, 3x ao dia
Filhotes de 6 a 8 meses: 6% - 5%, 2x ao dia
Filhotes de 9 a 12 meses: 4% - 3%, 2x ao dia

Conclusão

De um modo geral, é fácil seguir as dicas. Com o tempo, você fica mais confortável com a nova dieta de seu cão e vê resultados na pelagem, dentes limpos e sem mau hálito, menos problemas de saúde.

O que escrevi aqui não é uma receita, mas dicas gerais. Além de ser o modo como escolhi alimentar meus cães. Se você for buscar mais informações sobre o assunto, verá que há muita coisa hoje e, como eu, terá sempre muito o que aprender. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Cães agitados: como lidar?

Meus cães não são muito agitados, estão mais pra calmos. Isso não quer dizer que sejam cães apáticos: se eu os convidar pra uma caminhada, corrida, brincadeira, treino, eles ficam bem animados e têm energia para acompanhar. Mas, quando em casa, ficam relaxados, dormindo, roendo ossos ou brinquedos.

Mas existem cães que parece que não "desligam", que estão sempre agitados. Para estes cães, dois ou três passeios de 40 minutos não adianta muita coisa: eles vão permanecer agitados e, se não tiverem nada para fazer, irão inventar algo (e quase sempre algo que não nos agrada): cavar, latir, destruir objetos e móveis etc. Cães assim precisam de muito mais exercícios.

As raças que mais se enquadram no quesito agitação são:

1. Border Collie
2. Husky Siberiano
3. Pastor Australiano
4. Retriever do Labrador
5. Jack Russell Terrier
6. Dálmata
7. Vizsla
8. Weimaraner
9. Staffordshire Bull Terrier
10. Golden Retriever
11. Pointer Inglês

Então, o que podemos fazer se temos um cão que é agitado e precisa de mais exercícios para se manter equilibrado?

1. Brincar de bolinha: retrievers, em geral, como Goldens e Labradores, adoram brincar de bolinha. Após um belo passeio, que tal uma brincadeira de bolinha? Junte a ela comandos simples, como senta, deita, fica, para também estimular sua mente. Exercícios mentais também cansam!

2. Agility: todos os cães gostam! Se não há uma escola de agility perto de você, improvise: bambolês, cabos de vassoura, uma cama elevada. Faça um mini circuito, ensine-o a passar por estes obstáculos. Há também a possibilidade de, nos passeios diários, fazer agility urbano: pular em bancos de praça, andar sobre muretas baixas, sentar em pedras, fazer "slalom" entre árvores próximas etc.

3. Cabo de guerra: é uma brincadeira muito bacana e cansa bastante o cão! Só tome cuidado para não machucá-lo erguendo-o do chão, girando-o. E deixe-o ganhar algumas vezes também. Assim como a brincadeira de bolinha, junte comandos simples.

4. Ensine novos comandos e truques: faça também os que ele já sabe, para mantê-lo "em forma".

5. Esconda brinquedos e petiscos pela casa: e estimule-o a procurá-los.

6. Ofereça Kongs e quebra-cabeças canino: eles mantém o cão ocupado por bastante tempo. No caso do Kong, se ele conseguir comer muito rápido o seu conteúdo, congele-o da noite para o dia e ofereça-o congelado: ele irá brincar por mais tempo.

7. Faça trilhas: passeios na natureza são excelentes e os cães adoram: há vários cheiros, subidas, descidas, água para se banhar... Se houver um local onde você possa soltar seu cão (desde que ele venha até você quando chamado e não for agressivo com pessoas e outros cães!), estimule-o a brincar, seja com bolinha, seja vindo até você ou com outros cães.

8. Passeador: procure passeadores confiáveis para poder sair com seu cão por cerca de 1 hora quando você não puder fazê-lo. Normalmente eles também ensinam algo a seu cão, então, procure aqueles que não usem de punições físicas nem psicológicas.

9. Creche: excelente opção porque também proporciona socialização dos cães. Nas creches, desde que confiáveis, os cães passam o dia intercalando atividades e momentos de descanso.

Antes de adotar um cão que seja bem ativo, se pergunte se é o momento certo, se você terá o tempo necessário para suprir as necessidades físicas e mentais deste cão. Estes cães precisam de um comprometimento extra de seus tutores. Além disso, quando filhotes, requerem ainda mais exercícios e treinos. Se você estiver preparado, estes cães serão ótimos companheiros de aventuras!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Seu cão não precisa ser sociável com todos

Não é todo cão que gosta ou fica confortável na presença de outros cães ou pessoas. Para nós é fácil termos expectativas quanto a como nosso cão deveria ser, o que ele deveria gostar e o que o faria feliz. Mas quando não levamos em consideração nossos cães como indivíduos com personalidades, limitações, preferências e comportamentos distintos, fazemos um belo desserviço a eles, colocando-os em risco (ou a terceiros).

Imagine um cão que se sinta desconfortável e inseguro com outros cães e seu tutor o leva para passar o dia em um day care? Provavelmente ele irá brigar com outros cães devido à essa insegurança. Imagine um cão que se sinta desconfortável e inseguro com pessoas desconhecidas e seu tutor acha que ele deve ser um ótimo anfitrião durante uma festa dada em casa. Este cão ficará tenso, pode rosnar e até morder alguém que se aproximar demais. Imagine um cão tímido passeando com seu tutor, que deixa que pessoas estranhas façam carinho nele, sem se importar com seu medo, demonstrado através do olhar e do corpo tenso, pronto para lutar ou fugir.

Estas são situações muito comuns, que muitos cães enfrentam todos os dias. Geralmente porque as pessoas acham que seu cães devem gostar de outros cães e pessoas, que ele precisam dessa interação e, algumas vezes, simplesmente porque as pessoas não sabem direito. Nós, como tutores, temos o dever de protegê-los, entender e priorizar o que é melhor para eles ao invés de pensarmos apenas em nossos interesses ou crenças. Precisamos ser honestos com nós mesmos sobre o nosso cão como indivíduo, quais suas limitações e o que o ajudam ou lhe faz mal.

Não é vergonha alguma eu dizer que o Pistache não se sente confortável com pessoas desconhecidas por perto e evitar colocá-lo em situações que o amedrontem; ou que a Suzie não fica confortável com muitos cães juntos, e também evito colocá-la em estas situações. Afinal, pode acontecer algo, seja com eles, seja com terceiros, quando não respeitamos os medos e inseguranças deles. Nossa responsabilidade é com o bem-estar de nossos cães, físico e mental, e não com os os outros que não os conhecem como nós. A segurança e conforto deles vêm em primeiro lugar.

Se outros pressionarem, porque querem fazer carinho no seu cão que é lindo, mas tem medo de pessoas, não ceda a eles: permaneça fiel às suas escolhas e ao seu cão.

Claro que sempre queremos melhorar nossos cães e sua habilidade de lidar com o mundo e prosperar nele (e devemos socializá-lo sempre, sim, desde filhotes!), mas também precisamos balancear este desejo com a realidade. Seja realista e justo com seu cão. Não o coloque em situações que o pressionem, deixando-o terrivelmente desconfortável e até mesmo colocando-o em risco ao tomar uma decisão ruim. Entenda as limitações dele e honre-as. Acima de tudo, dê a você e seu cão a permissão de fazer o que for melhor para os dois, independentemente do que os outros digam.

Seu cão é um indivíduo: trate-o como tal.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Uma ajuda natural para a Ansiedade de Separação

Ansiedade de separação, resumidamente, é o medo de ficar sem seu tutor (já falei sobre isso aqui). É uma das maiores causas de abandono de cães em todo o mundo. Os comportamentos causados por ela são realmente um problema, mas são tratáveis.

Sintomas
Cães que têm ansiedade de separação mostram estresse quando deixados sozinhos. Normalmente, têm uma resposta dramática depois de pouco tempo da saída dos tutores. Os sintomas mais comuns são:


  • Raspar e cavoucar portas e janelas na tentativa de ir para junto do tutor;
  • Comportamento destrutivo (rói móveis e outros objetos para aliviar a ansiedade);
  • Latir, uivar e chorar, chamando o dono;
  • Salivar em excesso, se lamber ou se morder;
  • Em casos mais graves, urinar e defecar pela casa (efeito fisiológico devido ao estresse). 

Qual a causa?
Cães são animais sociais, assim como nós. Por isso eles ficam nervosos quando deixados sozinhos e muitos sofrem de ansiedade quando separados das pessoas que mais amam. Enquanto a causa principal seja ficar sozinho, há outras causas que levam ao problema, como mudanças na rotina ou de casa, barulhos intensos, qualquer coisa que abale os sentidos. 

Pode se desenvolver em cães que:

  • Não passaram muito tempo sozinhos;
  • Durante o período crítico do desenvolvimento psicológico foram abandonados;
  • Não foram devidamente integrados no primeiro lar, talvez até confinados em locais pequenos e com pouca interação social;
  • Foram tirados da mãe e irmãos muito cedo (antes das 8 semanas) ou muito tarde (depois das 14 semanas);
  • Passaram por um evento traumático, como algo assustador em um canil ou abrigo, ou uma grande mudança, como a chegada de mais uma pessoa na família, mudança de casa ou da rotina do tutor;
  • São muito ligados a uma pessoa, principalmente cães adotados, e se sentem inseguros quando esta pessoa sai. 

Ajudando seu cão de forma natural
  • Coloque música. Escolha música clássica, calma, já que a ideia é acalmar o cão;
  • Grave sons comuns da casa e toque-os como forma de confortar o cão. Grave-se lendo em voz alta. De vez em quando toque estas gravações com você em casa, para o cão não associá-las com a sua saída (e ser mais um motivo de ansiedade);
  • Deixe uma roupa sua, usada, com seu cão: seu cheiro o acalma;
  • A dieta do seu cão pode ser uma aliada: alimentos de baixa qualidade podem causar problemas, enquanto alimentos bem nutritivos são extremamente benéficos;
  • Brinque com seu cão, exercite-o antes de sair;
  • Tente dar a porção maior de alimentos para seu cão antes de você sair: ele ficará mais sonolento depois de uma boa caminhada e uma refeição substanciosa. 

A homeopatia pode ser uma excelente aliada (procure orientação profissional)

  • Pulsatilla nigicans - muito comum em casos de ansiedade de separação em cães que são grudados no tutor, que têm medo de ficar sozinho, que demandam companhia e ficam muito agitados e ansiosos.
  • Calcarea phosphorica - mais usada para cães que destroem objetos, que precisam de companhia e não gostam de ficar só. Também para cães sensíveis a sons fortes (como trovões). 
  • Gelsemium - para cães que tremem, para ansiedade por antecipação, cães que têm diarreia ou urinam quando estão sob muito estresse ao ficarem sozinhos. 
  • Passiflora - acalma todo o sistema nervoso. 
  • Scutellaria e Valerian - são ótimos para aliviar os sintomas da ansiedade e nervosismo. Acalmam e relaxam o cão. 
  • Chamomila - é um potente sedativo, reduzindo a ansiedade e o estresse dos animais. Ajuda o cão a dormir. Pode ser o chá das flores ou homeopático. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Os benefícios do óleo de coco

O óleo de coco é um dos suplementos indicados na alimentação crua e tem inúmeros benefícios para a saúde dos nossos peludos.

A maioria dos efeitos benéficos do óleo de coco vêm dos triglicerídeos de cadeia média. Um exemplo é o ácido láurico, que tem propriedades antibacterianas, antivirais e antifúngicas.

Além disso é metabolizado pelo organismo com eficiência, fornecendo energia, melhorando a performance atlética e ajudando na perda de peso. Nos cães também regulam o funcionamento da tireóide, ajudando cães obesos na perda de peso e dando mais energia a cães sedentários.

Mais benefícios incluem: elevar o metabolismo, dar mais energia e vitalidade, proteger de doenças, melhora a condição de pele e pelagem, a digestão e reduzir reações alérgicas.

Oferecido regularmente aos cães, os benefícios são:

Pele e pelagem

  • Melhora problemas como eczemas, alergia à picada de pulga, dermatite de contato e coceira;
  • Diminui reações alérgicas e melhora a saúde da pele;
  • O pelo fica bonito e brilhante, sem odor;
  • Previne e trata infeções por fungos e leveduras, inclusive cândida;
  • Desinfecta cortes e promove a cicatrização de feridas;
  • Seu uso tópico promove cura de feridas, pele e pelo secos, mordidas e picadas.
Digestão
  • Melhora a digestão e absorção de nutrientes;
  • Ajuda na cura de problemas digestivos
  • Reduz ou elimina o mal hálito;
  • Ajuda na eliminação de bolas de pelo (caso dos gatos).
Sistema imunológico, funções metabólicas e saúde óssea
  • Contém poderosos agentes antibacterianos, antivirais e antifúngicos que previvem infecções e doenças;
  • Regula a insulina e promove a função normal da tireoide;
  • Ajuda na prevenção ou controle do diabetes; 
  • Ajuda em problemas articulares.
Que tal melhorarmos ainda mais a saúde e nutrição de nossos cães? Aqui você encontra dicas de como fazer seu próprio óleo de coco. 

sábado, 25 de abril de 2015

Como manter seu cão ocupado dentro de casa

Seu cão está entediado? Os dias estão chuvosos? Ou você simplesmente está à procura de coisas para manter seu cão ocupado?

Quando não proporcionamos algo para fazer, acabamos com um sapato ou mesa destruída: cães entediados se tornam destrutivos.

Dê atenção ao seu cão quando estiver em casa com ele - brinque de jogos interativos ou ensine-o algo novo. Os cães amam essa atenção e ela é necessária para sua saúde e bem-estar. Para mantê-lo ocupado você não precisa de brinquedos maravilhosos ou acesso a um quintal, você precisa apenas de tempo e dedicação.

Talvez não sejamos capazes de dar ao cão o trabalho integral que eles foram feitos para fazer, mas podemos lhes dar algo significativo para fazer com algumas brincadeiras e truques. E, ao ver a carinha feliz do seu cão depois de uma brincadeira de cabo-de-guerra, vai entender o motivo dos cães serem nossos melhores amigos. Abaixo algumas ideias de como manter seu cão ocupado.

1. Que mão está?
Coloque um petisco em uma das mãos. Mostre as duas para o cão, fechadas, e deixe-o escolher em qual mão está o petisco. Os cães têm excelente olfato, mas precisam aprender a usá-lo. Só deixe-o pegar o petisco se ele acertar.

2. O jogo dos copos
É uma variação do jogo acima, mas feito com três copos. Coloque um petisco debaixo de um dos três copos e o cão tem que achar onde ele está. Quando ele entender a brincadeira, comece a misturar os copos, para ele trabalhar o olfato, não apenas a visão.

3. Esconde-esconde
Peça para o cão sentar e ficar enquanto você se esconde. Chame-o e elogie-o quando ele lhe achar.

4. Use as escadas a seu favor
Se você tiver escadas em sua casa, use-as para exercitar o cão fisicamente em dias muito chuvosos quando não dá para sair. Suba e desça escadas com seu cão ou, se ele não for muito desajeitado, dá para brincar de pegar o brinquedo (ou petisco) na escada.

5. Ache os petiscos!
Peça para o cão sentar e ficar enquanto você esconde petiscos bem gostosos pela casa. Comece com esconderijos mais fáceis, para o cão acostumar a usar o faro. Com o tempo torne as coisas mais difíceis.

6. Pegar os chinelos
Cães normalmente adoram ter o que fazer, mesmo quando é algo simples como pegar seus chinelos. Você pode ensiná-lo nomes de outros objetos para que ele também os traga para você.

7. Recheie um Kong 
Se quiser manter seu cão entretido por um tempo, recheie um Kong com algo muito gostoso. Pode ser um purê de frutas ou de vegetais, misturado com petiscos ou não. Conforme o cão for ficando mais habilidoso, congele-o.

8. Ensine o nome dos brinquedos
Comece brincando com um brinquedo específico e dê um nome enquanto brinca. Quando o cão aprender o nome deste brinquedo, veja se ele pega o brinquedo quando você falar o nome deles, mesmo que esteja no meio de outros brinquedos. Com o tempo, ensine o nome de outros brinquedos também.

9. Encontre o... 
Quando seu cão já souber o nome de alguns brinquedos, faça essa brincadeira. Coloque os brinquedos dele em uma pilha e fale para ele encontrar um dos brinquedos. Para a brincadeira ficar mais divertida, recompense o cão com petiscos ou um jogo de cabo-de-guerra. Trabalha bastante o cérebro do cão.

10. Obediência
Seu cão sabe os comandos básicos de obediência? Vir quando chamado? Ficar? Mesmo os que já sabem isso, se beneficiam de treinos diários para refrescar a memória ou aperfeiçoar o que já sabem. Além de cansar o cão mentalmente também.

11. Ensine um truque novo
Há sempre um truque novo para se ensinar o cão. Seja pular por um arco, trançar as suas pernas, equilibrar um biscoito no nariz. Na internet há vários truques legais e como ensiná-los. É ótimo para estreitar nossos laços, além de trabalhar a mente deles.

12. Treino com clicker
O clicker é uma ferramenta que marca o comportamento exato que você quer reforçar. Com ele você pode conseguir comportamentos capturando, modelando ou guiando o cão.

13. Cabo-de-guerra
Esta é uma excelente brincadeira, que cansa física e mentalmente. É uma forma também de você colocar em prática os comandos "solta" ou "larga", além de controlar o impulso do cão intercalando pedidos de "senta", "deita" e "larga" e voltando a brincar sempre que ele seguir os comandos. E não se preocupe: brincar de cabo-de-guerra não deixa os cães mais agressivos! É uma grande diversão para você e seu cão, e pode deixá-lo ganhar algumas vezes sim, sem problemas.

14. Guardar os brinquedos
Se o cão já sabe o "solta", estimule-o a pegar um brinquedo e a soltá-lo sob comando quando ele estiver em frente à caixa dos brinquedos. Elogie-o, recompense-o bastante por ter feito o certo. Aos poucos vá aumentando a distância do cão em relação à caixa, até ele pegar o brinquedo e ir guardá-lo.

15. Quebra-cabeças
Mantenha-o mentalmente ativo com quebra-cabeças. Aqui no Brasil a Pet Games disponibiliza vários modelos, dos iniciantes aos experts. Mas você também pode fazer o seu próprio, que você pode inventar ou achar tutoriais na internet.

16. Faça-o trabalhar pela comida
O cão tem uma vida muito confortável: cama quentinha, atenção e comida grátis. Mude um pouco isso de forma fácil e divertida: peça para seu cão fazer alguns truques ou comandos de obediência básica antes de dar-lhe o jantar.

17. Brincar de buscar
Especialmente se seu cão adorar bolinhas, brinque de jogar bolinha pra ele buscar. Só evite brincar em locais onde há objetos que possam ser quebrados.

18. Massageie o cão
Aprenda a massagear o cão. Além de ser relaxante para o cão, é útil para você, que passa a conhecer melhor o corpo dele e fica mais atento a possíveis mudanças corporais, como falhas na pelagem, inchaços, locais doloridos etc, e tratar antes de se tornar um problemão. Além disso, estreita ainda mais os laços entre você e seu cão.

19. Brincadeiras mentais
Já brincou de 101 coisas para se fazer com uma caixa? Basta ter uma caixa, um clicker e petiscos. Brinque de modelar comportamentos, encorajando o cão a tentar algo novo. Ele toma as próprias decisões sobre o que fazer e não fazer, aumentando sua flexibilidade física e mental. Coloque a caixa no chão e não faça nada. Clique e recompense para qualquer interação que o cão fizer com ela; depois só clique e recompense comportamentos específicos, como colocar uma pata dentro da caixa; duas patas; três; quatro! Você pode usar qualquer objeto, não precisa ser necessariamente uma caixa.

20. Escovações regulares
Embora não seja tão excitante quanto o cabo-de-guerra, é algo que precisa ser feito periodicamente. Eles precisam ser escovados, banhados, ter os dentes escovados e as unhas cortadas. Alguns cães gostam mais que outros dessas atividades, mas se você as fizer e sempre recompensar o cão, tudo se tornará mais fácil. Ofereça muitos petiscos durante a escovação - afinal, queremos que os cães associem este hábito com algo positivo.

21. Jogo do Vem
Os cães amam! Você precisa de um parceiro. Cada um de vocês fica num lado do cômodo com um brinquedo ou alguns petiscos. Revezem-se chamado o cão e recompensando quando ele vier. Fazendo isso, você terá um cão que virá alegremente quando você o chamar.

22. Faça um circuito de obstáculos
Faça o cão pular sobre toalhas, trançar entre seus brinquedos, deitar em um cobertor. Use sua imaginação e crie uma série de obstáculos para o cão seguir. Essa brincadeira estimula a mente do cão e encoraja a prestar atenção no dono.

23. Estourar bolhas
Alguns cães são fascinados por bolhas. Faça bolhinhas de sabão e deixe seu cão estourá-las e se divertir.

24. Compre um brinquedo, crie um ou faça rodízio
Cães se entediam com o mesmo brinquedo. Então você pode escolher entre compra um novo, fazer um ou fazer um rodízio dos brinquedos que você tem tem casa. Não deixe todos os brinquedos acessíveis, apenas alguns. E vá fazendo rodízio com os outros a cada 3 dias, por exemplo. Fazendo assim, é como se você sempre desse um brinquedo novo ao seu cão e ele sempre ficará entusiasmado com eles.
Os brinquedos também ficam mais atraentes quando você se engaja numa brincadeira com seu cão. Há também tutoriais na internet de como fazer brinquedos para seu cão com roupas velhas, toalhas, meias.

25. Convide amigos caninos para brincar
Seu cão tem amigos caninos? Convide-os para brincar. É divertido ver cães brincando juntos e é garantido que, no final do dia você terá um cão cansado. Além de ser bom para manter a socialização do cão.

26. Trazer de volta velhos truques
Assim como a gente os cães também precisam refrescar sua memória. Quando foi a última vez que você pediu para seu cão rolar ou fingir de morto? Se faz um tempo, pegue alguns petiscos e ensine-o de novo. Faça isso também com outros comandos que ele já sabe, para não perder o ritmo.

27. Ensine-o a ir para algum lugar
Seu cão sabe ir para o sofá ou a cama dele? É algo simples de ensinar e útil quando precisamos cozinhar ou queremos comer em paz. Se você pedir para o cão ir para o seu cantinho enquanto faz comida, várias vezes, isto se torna um hábito.

28. Ensine-o a pegar a guia
O mesmo princípio de trazer seus chinelos, mas agora ele traz a guia para você para ir passear.

29. Ensine-o a acender/apagar as luzes
Se você estiver com preguiça e começar a ficar escuro, não seria bacana ter seu cão acendendo a luz?Para começar a ensinar este truque, é mais fácil ensinar o Target (tocar). Assim que ele souber tocar com o focinho, ou a pata, uma fita adesiva, coloque-a no interruptor e recompense muito o cão. Claro, se marcas de unhas na parede te incomodarem, não ensine isso.

30. Trabalha o auto-controle
Os cães precisam ser ensinados que nem sempre eles podem ter o que querem. Desde a inibição de mordida quando filhote até a esperar sob comando, o auto-controle mantém o cão fora de problemas. Comece trabalhando comandos fáceis como o "deixa", "espera", "fica", "relaxa" e "deita". São comandos sempre úteis.

31. Faça petiscos caseiros
Claro que seu cão não irá participar desta atividade, mas é ele quem irá ganhar os petiscos. Ao invés de comprar os industrializados, faça-os em casa com ingredientes mais saudáveis. Na internet há muitas receitas disponíveis, assim como livros sobre o assunto.

32. Ensine-o a pedir por favor ao se sentar
Quando seu cão quer algo ele fica cutucando sua mão? Ensine seu cão a se sentar para ganhar o que ele quiser, desde atenção até o jantar ou o passeio. Recompense o comportamento educado, seja consistente e você terá um cão que se senta sempre que quiser algo, ao invés de pular e cutucar você.

33. Aconchegue-se e relaxe
Depois de uma sessão de treino ou brincadeira, nada melhor que relaxar. Os cães adoram deitar com seus donos. Aconchegue-se a ele para vet TV, ler um livro. Ele irá adorar.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Hierarquia Compassiva

Há um tempo venho lendo sobre a hierarquia compassiva, que é fazer escolhas éticas para modificar comportamentos.

Em 2008, Susan Friedman publicou um artigo intitulado "What's Wrong with this Picture: When Effectiveness is not enough", onde falou sobre a hierarquia compassiva: incorporar a ética nas escolhas que fazemos quando treinamos um animal, ao invés de pensar apenas no que "funciona".

A hierarquia compassiva não é um monte de "regras": é um ranking de métodos de treinamento, começando com o menos invasivo para o animal e terminando no mais invasivo. Menos invasivo é definido como o procedimento que deixa o animal com maior controle sobre seus resultados. Quem a usa como guia deve se informar sobre a espécie de animal que está trabalhando e observar o comportamento do indivíduo, já que animais diferentes têm respostas diferentes para cada método.

Intervir em um comportamento é uma grande responsabilidade e devemos levar em conta primeiro o animal: suas necessidades, o que gosta e não gosta. O que o animal quer, e como podemos descobrir um se há método aceitável para conseguir isto?

Abaixo está o gráfico da hierarquia compassiva. Para usá-lo, pense em um comportamento de seu cão que você queira mudar. Comece pela base da figura, no carrinho, e siga em frente bem devagar, pegando todas as saídas à direita. Se o que é proposto naquela "rua" for irrelevante ou não tiver funcionado, siga em frente e pegue a próxima saída, ou consulte um profissional. Lembre-se de parar antes de usar a punição positiva! As lobadas e os sinais de cuidado de de "pare" nos avisam conforme formos chegando em ações mais invasivas.



Vamos aos exemplos, usando aqui o treino de caixa de transporte.

Intervenção 1: Saúde, nutrição e ambiente físico. Significa procurarmos primeiro um motivo físico para aquele comportamento, seja um problema físico do animal ou algo do ambiente que o afeta.
Comportamento 1: O cão fica parado quando você pede para ele entrar na caixa. Seu cão idoso parece que se esqueceu de como entrar na caixa: ao invés de entrar lá feliz, ele fica lambendo os lábio. Ele resiste quando você tenta guiá-lo para dentro. Você o leva ao veterinário e descobre que ele está ficando cego. Há um brilho vindo do pote de água de metal dele que o assusta. Sua intervenção: trocar por um pote de plástico.
Quando lidamos com um problema de comportamento, devemos ver se há algo relacionado com a saúde do cão em primeiro lugar, e não se aplica apenas a cães idosos!
Neste caso, se você tentasse treinar novamente o cão, acabaria com um cão "teimoso". E se, pior ainda, você o punisse por não entrar na caixa de transporte?

Intervenção 2: Manejo dos antecedentes. Comandos são antecedentes que ensinamos, mas os antecedentes acontecem todo o tempo na vida do cão. Manejá-los significa que algumas vezes temos que lidar com um comportamento indesejado mudando o que acontece antes dele, ao invés de lidar com as consequências que acontecem depois dele.
Comportamento 2: Filhote chora na caixa. A caixa de transporte está na sala. Seus outros cães estão soltos em outro ambiente. Como parte do processo de levá-los para fora quando você está em casa, você deixa seus outros cães passarem pela sala enquanto o filhote ainda está na caixa. Ele chora e grita, excitado, quando os outros entram. Aí você entra num dilema: deixa o filhote sair enquanto está chorando? Se sim, provavelmente você vai recompensar este comportamento. Mas, e se ele estiver apertado?
Neste caso, o antecedente é a entrada dos outros cães. Isto leva à vocalização do filhote. O barulho pode ser aceitável em outras situações, mas chorar e gritar na caixa é um problema. Três possíveis mudanças nos antecedentes que podem solucionar este problema:

1. Eliminar completamente o antecedente: Levar os outros cães para fora por outra parte da casa. Então pegar o filhote, separadamente, e levá-lo para fora também.
2. Mudar a localização do filhote durante o antecedente: Deixe o filhote sair primeiro. Seja levando-o para fora ou deixando-o solto na sala quando os outros cães vierem. Ele pode até ficar excitado e vocalizar, mas não coloca você em um dilema, como faria se ele estivesse na caixa de transporte.
3. Mudar a localização do filhote, assim ele não estará presente durante o antecedente: Leve o filhote para outra parte da casa e deixe os cães mais velhos passarem pela sala primeiro, então solte o filhote e deixe-o de juntar à gangue.

Qualquer um destes deve resolver este caso particular de choro na caixa de transporte sem precisar recompensar ou punir nada, nem treinar nada.

Intervenção 3: Reforço positivo. Algo é adicionado após o comportamento, levando o comportamento a acontecer com mais frequência.
Comportamento 3: Cão vai para a caixa de transporte e fica lá. É algo que você quer ensinar ao cão. Para fazê-lo usando reforço positivo, você pode usar qualquer um dos três métodos de treino: guiar, capturar ou modelar.

  • Você pode deixar petiscos lá dentro para ele encontrar (guiar).
  • Se ele entrar por conta própria, você imediatamente marca e recompensa (capturar).
  • Se ele está lá dentro e quietinho, você joga petiscos pra ele (capturar).
  • Você pode brincar enquanto modela a entrada dele na caixa de diferentes locais do ambiente (modelar). 


Intervenção 4: Reforço diferencial de comportamentos alternativos. Significa que um comportamento alternativo é recompensado enquanto o indesejado é extinto.
Comportamento 4: Seu cão vai para a caixa quando chega alguém em casa (ao invés de pular). É algo que você quer ensinar. Seu cão adolescente ama todo mundo e fica muito animado quando alguém chega em casa. Ele pula em todos, que não é a sua ideia de receber bem as visitas.
Você começa ensinar o cão a ir para a caixa através do reforço positivo, sem visitas. O treina muito bem até que ele fique muito feliz de ir para lá e, quando damos o comando, ele corre pra entrar na caixa.
Então, o ensinamos que a campainha é o comando para ir para a caixa. Depois que este comando estiver sólido, começamos a praticar com pessoas vindo visitar, mas não em casos reais: tudo controlado.

Pular nas pessoas não acabará se este comportamento não for cessado, então você precisa manejar o ambiente. No começo vai precisar manter o cão atrás de um portãozinho: ele ainda vai poder recepcionar as visitas E pular, mas não nelas.

Para o treino controlado, você precisa treinar as pessoas: elas devem ignorar completamente o cão se ele pular nelas, removendo o reforço anterior dos pulos, que é atenção. Mas o melhor é evitar por completo essa situação: alguns cães gostam de pular mesmo quando as pessoas o ignoram.

A recompensa do novo comportamento deve ser maior ou igual que a original. O ato final é ensinar o cão que, depois de ir para a caixa de transporte, ele vai poder sair de lá e falar "oi", se quiser, mas com calma, sem pulos. Claro, deve-se treinar isto também.

Intervenção 5: Extinção, Reforço Negativo e Punição Negativa.
Intervenção 5a: Extinção. A extinção de um comportamento acontece quando a consequência que antes recompensava o comportamento é permanentemente removida.
Comportamento 5a: Filhote late para sair da caixa durante a noite. Quando pegamos um filhote, algumas vezes quando nos atrasamos um pouco para levá-lo ao banheiro à noite, ele dá um latidinho para chamar a atenção. Então você levante e leva-o ao banheiro. Ele vai crescendo e você fica cansado disso. Você tem certeza que ele não está apertado. Então ele late e você continua na cama. Ele late mais. Você não consegue mais aguentar e leva-o ao banheiro.
Em suas pesquisas na internet, descobre que deve ignorar o cão. Então, você o ignora, mesmo ele latindo, latindo e latindo. Quando ele desiste e fica quieto por um ou dois minutos, você pode deixá-lo sair.
Mas isto mostra a desvantagem de usar a extinção deste jeito. A situação é injusta para o cão, que pode mesmo estar apertado e tenta desesperadamente te avisar, como antigamente. O mundo dele virou de cabeça para baixo e o que antes funcionada, agora falha. Agora ele não faz ideia do que fazer para poder usar o banheiro. Você o esperou ficar quieto para soltá-lo, mas não pode usar "ficar quieto" como comando para sair se ele permaneceu quieto praticamente a noite toda. A menos que você queira começar uma cadeia de comportamento: fazer barulho, ficar quieto, sair.
Esta é a razão pela qual a extinção sozinha é pior que o reforço diferencial de comportamentos alternativos. Neste caso, você desenvolve deliberadamente e recompensa um novo comportamento no lugar do antigo, e o cão sabe o que deve ser feito.

Intervenção 5b: Reforço Negativo. Algo é removido após um comportamento, fazendo com que este comportamento aconteça mais vezes.
Comportamento 5b: Filhote fica na caixa. Você ensina o filhote a ficar na caixa quando lhe pede para fazê-lo, sem fechar a porta dela. Você coloca o filhote lá dentro e pede para ele ficar. Ele fica por alguns segundos, levanta e coloca a cabeça para fora. Você chega primeiro e faz um bloqueio corporal, invadindo o espaço dele e usando pressão corporal para fazê-lo voltar para a caixa.
O reforço negativo usa um aversivo, algo que o animal não gosta. Por causa disso pode ter falhas.

Intervenção 5c: Punição Negativa. Algo é removido após um comportamento, fazendo com que ele ocorra menos vezes.
Comportamento 5c: Filhote chora na caixa. Filhote na caixa. Você entra na sala e ele começa a chorar de excitação (e nunca fez isso). Imediatamente você dá meia-volta e sai da sala.

Intervenção 6: Punição Positiva. Algo é adicionado após um comportamento, fazendo com que ele ocorra com menos frequência.
Comportamento 6: Filhote sai correndo da caixa quando ela é aberta. O filhote desenvolveu este hábito irritante assim que você abre a porta da caixa. Então você decide mostrar a ele quem é que manda: pega um spray com água e limão, anda até a caixa de transporte, abre a porta e espirra na cara dele sempre que ele tentar sair.
Isto mostra os muitos inconvenientes da punição positiva. Primeiro, pode não estar claro para o cão porquê está sendo punido. Olhar para fora? Cruzar a porta? Qualquer coisa que tenha acontecido?
Talvez você nem tenha ensinado a ele o comportamento desejado: sentar até que você o libere. Então, da próxima vez que você abrir a porta, ele pode ficar com medo de sair. Ou medo sempre que vir um borrifador. O afeto e confiança que ele sente por você pode diminuir, já que fica claro que é você que o pune com algo muito, muito ruim. O nível de ansiedade dele aumenta muito: o que vai acontecer depois?

Como Susan Friedman disse: "A punição positiva é raramente necessária quando se tem o conhecimento necessário de mudança de comportamento e habilidades de ensino". E nos presenteou com estas outras sete alternativas para ela.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mude a vida do seu cão (para melhor) com a dieta crua!

Muitas pessoas sabem que a boa alimentação tem um grande impacto na sua saúde e bem-estar mas, mesmo assim, não aplicam a mesma lógica aos seus amados cães. É fácil esquecer que aquilo que o cão come impacta a saúde dele e é nosso papel, como seus tutores, ajudá-los a ter uma vida mais saudável e longa.

A alimentação crua biologicamente apropriada é o alimento natural para nossos cães. As rações comerciais foram inventadas há cerca de 100 anos então parece óbvio que a natureza não fez os cães adaptados para comer ração. Olhe para os dentes do seu cão para entender melhor: caninos grandes, molares pontiagudos. Estes dentes são feitos para rasgar carnes e esmagar ossos. Os tutores gastam muito dinheiro em limpeza dentária porque os dentes dos cães não foram feitos para triturar grãos de ração, que é um alimento não natural e totalmente processado.

Melhorar a vida dos cães é fácil: inclua carnes, vísceras e ossos carnudos, crus, na alimentação. Nada é cozido, já que o cozimento altera toda a composição nutricional dos alimentos (além de não se poder NUNCA oferecer ossos cozidos, os ossos sempre devem ser oferecidos crus!). Também devemos oferecer suplementos naturais, pois trazem nutrientes adicionais muito benéficos aos cães. Estes suplementos são: azeite de oliva extra-virgem, óleo de coco, levedo de cerveja, alho, iogurte natural entre outros. Também se oferece uma pequena porcentagem de verduras, legumes e frutas.

Além de os cães terem uma vida mais longa e saudável com uma dieta crua, há outros benefícios, um deles é a condição física. O pelo se torna mais brilhante e macio; caem menos pelos, pois a saúde deles fica melhorada. Os olhos também ficam mais saudáveis.

O característico "cheiro de cachorro" é bem reduzido, já que com essa alimentação os cães ficam livres de aditivos e químicos encontrados na ração. Na verdade, um cão que se alimenta com BARF precisa de menos banhos.

Outro benefício maravilho se refere aos dentes. Cães que se alimentam com BARF têm um hálito mais fresco, não tem o famoso bafinho fedido. Seus dentes são também mais limpos e brancos (vejo pelos dentes da Suzie, sem nenhum tártaro e nunca fez limpeza nos dentes; e os dentes do Pistache estão perdendo o tártaro que tinham acumulado neles, apenas com a alimentação e escovação). O ato de roer e triturar os ossos limpam os dentes e a gengiva. Com a ração, os cães trituram seus grãos, mas seus restos ficam grudados nos dentes e entre a gengiva (causa do mal hálito) e favorecendo o aparecimento do tártaro. Na alimentação crua nada fica grudado nos dentes dos cães, ou seja, não ficam resíduos de alimentos causadores do tártaro.

A natureza é perfeita e os cães evoluíram comendo alimentos crus. Nossos cães são carnívoros que evoluíram de seus ancestrais selvagens, foram feitos para comer carnes, ossos e vísceras crus - seu estômago é preparado e totalmente adaptado e capaz de digerir alimentos crus e capaz de extrair o máximo de nutrição deles.

Para mim, os benefícios são inúmeros e eu não alimentaria mais um cão meu com ração. A saúde física deles está impecável, sua disposição também. Problemas de saúde considerados corriqueiros (problemas de pele, gastrointestinais, auriculares etc) são inexistentes e, com isso, economizamos muito com remédios que antes sempre tínhamos em casa. Nada como oferecer aos cães um alimento apropriado à sua fisiologia. A saúde deles e a beleza salta aos nossos olhos.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Cães velcro

Cães velcro são aqueles que estão sempre perto do seu tutor, acompanhando-o como se fosse uma sombra. Se não estiverem juntos, estão em um local estratégico de onde possam vê-los.

O que causa?


  • Alguns cães se tornam "velcro" por conta dos nossos próprios hábitos. Se todo o tempo a gente for fazer um carinho nele, dar petisco, logo ele aprenderá que ficar por perto é muito bom. 
  • Cães com mais idade podem ficar mais dependentes e agarrados aos seus tutores, principalmente se sua visão e audição começam a falhar.
  • Algumas raças foram selecionadas para serem dependentes. Cães de trabalho, pastoreio e de caça foram criados para trabalhar em conjunto com o homem. Eles dependem das orientações do ser humano para o trabalho. Muitos cães de companhia foram selecionados para serem cães de colo. Outras raças se ligam muito a uma pessoa da casa. 
  • O tédio e a falta de estímulos mentais podem "formar" um cão velcro. É uma espécie de estratégia para passar o tempo e encontrar o que fazer: encontram entretenimento seguindo o tutor por onde quer que ele vá. 
  • Cães com ansiedade de separação tendem a ser também cães velcro. Alguns cães desenvolvem uma ligação extremada com seus tutores, o que causa ansiedade quando eles saem ou estão fora de seu campo de visão. 
  • Se este comportamento for repentino, pode estar relacionado à saúde. Quando o cão está doente, ele pode ficar confuso: ele pode "grudar" no tutor para lidar melhor com a doença. 
  • Mudar de casa pode fazer o cão ficar mais grudado que o normal.

Quando é um problema?

Se seu cão tem ansiedade de separação (veja abaixo as diferenças), procure ajuda para modificar o comportamento. A ansiedade de separação é uma das causas mais comuns de consulta com comportamentalistas: se não for tratada, não haverá melhoras.

Se seu cão é apenas grudado em você, fica a seu critério modificar ou não o comportamento. Algumas pessoas não ligam; mas se for um problema, peça ajuda especializada para reduzi-lo.

A causa do comportamento é tédio? Procure fornecê-lo estímulos mentais ou um trabalho para fazer. Cães entediados podem se tornar destrutivos quando sozinhos.

Ansiedade de separação X cão velcro

Muitas vezes cães velcro e cães com ansiedade de separação são classificados como o mesmo problema, ambos associados com o fato de não querer ficar longe de seus tutores. Embora as diferenças sejam sutis, elas existem. Os cães velcro querem ficar junto de seus tutores; cães com ansiedade de separação entram em pânico quando ficam longe de seus tutores.

Muitos cães que têm ansiedade de separação tendem a também ser cães velcro, mas nem todos os cães velcro têm ansiedade de separação: está é específica de quando o cão é deixado sozinho. O cão velcro exibe o comportamento grudinho quando você está em casa.

Sintomas da ansiedade de separação:

  • Latir ou uivar quando você sai
  • Roer e destruir objetos (como portas, móveis)
  • Tentar fugir
  • Babar ou ofegar excessivamente
  • Fazer suas necessidades fora de lugar quando sozinho
  • Andar de um lado para o outro
  • O cão fica ansioso quando você se prepara para sair
  • O cão tem comportamento inapropriado somente quando está sozinho

Sintomas do cão velcro:

  • Segui-lo pelos cômodos
  • Precisa constantemente estar perto de você
  • Está sempre de olho em você
  • Se antecipa quando você vai se levantar
  • Quer estar sempre onde as coisas acontecem
Cães velcro podem sim ter uma tendência maior a ter ansiedade de separação. 

Como reduzir?

Para estimular mais independência, há algumas dicas que podem ajudar:

1. Treine o comando "fica". Quando você estiver na cozinha ou no banheiro, ensine o cão a ficar a uma certa distância. Comece com distâncias pequenas, aumentando gradativamente. Lembre-se de recompensá-lo pelos acertos!

2. Faça jogos que dependam de distância. Brincadeiras de faro, esconde-esconde e bolinha são divertidas e estimulam diversão mesmo sem você do lado.

3. Dessensibilize o cão aos seus movimentos. Se seu cão se levanta toda vez que você se levanta, repita este ato (de se levantar) até que ele não reaja mais. Um hora ele não vai mais ligar para os seus movimentos e ficará no canto dele quando você se levantar.
Pense em todos os "gatilhos" que fazem seu cão responder. Ele se levanta quando você guarda o controle remoto ou quando coloca os sapatos? Trabalhe para dessensibilizar estes gatilhos. Quando ele estiver familiarizado com estas coisas, ele vai parar de reagir a eles.

4. Dê ao cão um lugar especial e treine-o a ir para ele. Use a caminha dele, ou um colchãozinho e treine-o a ir para lá. Recompense-o quando ele for para lá e dê incentivos extras neste local especial, como brinquedos ou petiscos, algo que o faça querer ficar ali. Um kong recheado é excelente para distrair o cão enquanto você faz suas coisas.

5. Coloque mais atividade física no dia-a-dia. Cão cansado é cão feliz. Se seu cão tem energia o bastante para lhe seguir pela casa, então ele pode ter uma dose extra de exercícios. Quando ele tem atividade física o suficiente é mais provável que ele durma e relaxe em casa, nem percebendo que você se levantou.

6. Dê mais estímulo mental. Cães adoram trabalhar e brincar. Manter o cérebro ativo faz com que eles se cansem tanto quanto uma atividade física. Obediência básica, agility, faro, esconde-esconde, cabo-de-guerra e aprender novos truques são boas maneiras de se cansar um cão. Oferecer a comida em brinquedos dispensadores de comida também são excelentes opções. 

Cães adoram ter um propósito
Se tudo bem seu cão lhe seguir pela casa, mas não quer que ele entre na cozinha enquanto você cozinha, estabeleça limites. Ao invés de dizer o que não quer que ele faça, ensine comportamentos aceitáveis. 

Manter seu cão física e mentalmente desafiado desenvolve a confiança dele. Faça atividades dentro e fora de casa, coisas que você possa fazer rotineiramente, para mantê-lo ocupado. 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Os benefícios de uma dieta caseira

Desde que parei de dar ração noto apenas melhoras na saúde dos magrelos, além de muita disposição e vitalidade. Isso porque, ao priorizarmos oferecer aos nossos cães (e gatos também!) alimentos biologicamente apropriados, nutritivos e frescos, fornecemos mais que nutrição: damos aos nossos peludos saúde e longevidade!

Quando o alimento é cru (como é o nosso caso), é uma dieta muito nutritiva e mais saudável que as rações comerciais. Ao oferecer um alimento cru biologicamente apropriado, eu escolho quais ingredientes terão a dieta deles, tenho maior controle tanto da variedade quanto da qualidade dos alimentos. Essa melhor qualidade da nutrição se reflete em uma vida mais longa e saudável, além de gastar muito menos com remédios e consultas veterinárias por motivo de doenças. Há seis anos, Suzie tinha muitos problemas de pele, ouvido e gastrointestinais, que acabaram quando mudei para uma alimentação de qualidade e feita em casa. Ao dar comida de verdade, proporciono a eles uma variedade de carnes, frutas e vegetais, tornando uma dieta muito rica.

Comidinha da Suzie e do
Pistache. 
Além destes ingredientes frescos, também forneço alguns suplementos naturais que melhoram ainda mais sua saúde, a qualidade da pelagem e da pele. O que noto de mais marcante é que suas orelhas e boca não têm odor forte e ruim, nem mesmo eles têm cheiro forte. Seus dentes são saudáveis e mais limpos, por comerem ossos carnudos crus e ossos recreacionais crus, e seu sistema imunológico é muito forte.

Antes de começar, estudei muito, além de me consultar com uma veterinária especializada neste tipo de dieta. A comida deles consiste em ossos carnudos crus (60%), carnes (15%), vísceras (15%) e frutas, vegetais e legumes (10%). Tudo muito balanceado, acrescido dos suplementos naturais (alguns diários, outros dados 1 a 2 vezes na semana) e dado de acordo com seu peso ideal. Isso é fundamental, porque oferecer um alimento caseiro não significa dar a mesma comida que comemos, muito menos restos de comida. Tem que ser biologicamente apropriada! Por isso é fundamental se aconselhar com um veterinário que entenda e prescreva este tipo de dieta.

Os vegetais não são muito bem digeridos, então devem ser servidos ou cozidos (alguns só podem ser oferecidos cozidos) ou batidos no liquidificador, quando crus. Assim é mais fácil para os cães absorverem seus nutrientes.

Se interessou? Pesquise muito sobre o assunto. Há poucos sites brasileiros, mas são excelentes fonte de informação. Já na língua inglesa, há uma vasta informação, tanto em sites quanto em livros.

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