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sábado, 28 de janeiro de 2017

Princípios para um cão saudável e longevo - parte III

Um protocolo de limpeza natural para manter seu cão saudável
Se nos mantivermos bem informados, as chances de manter um cão em perfeita saúde são bem altas. Se você quer isso, precisamos entender o que acontece quando uma substância artificial, ou uma toxina, entra no corpo.

Efeitos das toxinas
As toxinas podem ser comparadas com aquele seu vizinho chato e barulhento, que acaba com sua paz de domingo ao gritar, buzinar, ouvir música e brigar em um volume extremamente alto. Neste caso, a saúde do seu cão é a sua paz de domingo. As toxinas e os produtos químicos interferem com a boa saúde, eles tomam conta dos receptores do corpo e interrompem as reações metabólicas.

Como podemos saber o que é bom e o que é perigoso?
Impossível de saber. As reações de remédios, químicos, pesticidas e outras toxinas são tão complexas que não se pode decifrá-las. As pesquisas feitas para se liberar um remédio não consideram seus efeitos a longo prazo.
Por exemplo, um cão desenvolve câncer e existem vários fatores que podem ter feito a doença se desenvolver, mas não sabemos ao certo qual é a causa exata.
A única solução é limitar o uso de substâncias artificiais na vida do cão.
Sabemos que os remédios salvam vidas, principalmente em situações como traumas, emergências ou quando o cão perde a capacidade de produzir hormônios essenciais, como insulina: neste caso os remédios podem ser a única solução. Mas doenças onde os remédios são a única solução possível são raras. O veterinário diz que diminuiu drasticamente o uso e prescrição de remédios e obteve melhores resultados.

Remédios como último caso
No melhor dos casos, os remédios são “muletas” no processo de cura e é preciso parar de usá-los o mais rápido possível. Hoje muitas pessoas morrem devido aos efeitos colaterais dos medicamentos e por tratamentos ineficazes (o mesmo ocorre com nossos cães).
O corpo é programado para se livrar de tudo que é estranho. Este processo é chamado limpeza e desintoxicação. Em um indivíduo jovem este processo é mais eficaz, mas com a idade a eficácia diminui: igual a um filtro.

O processo de limpeza
Alguns elementos tóxicos são postos pra fora, mas minerais essenciais competem pelo menos lugar nas células. Exemplo: cálcio e magnésio são capazes de tirar o chumbo do corpo. Cádmio tem menos chance de ficar no corpo de seu cão se a dieta dele for rica em zinco. O problema é que o solo é deficiente em minerais então, os alimentos também o ficam: isto permite que as toxinas tenham maiores chances de ficar no organismo. As vias de desintoxicação mais importantes estão ligadas ao fígado, rins, pulmões, glândulas anais e sistema digestivo. As lágrimas também eliminam toxinas: depois de uma limpeza, muitas pessoas dizem que não há mais manchas nos pelos em volta dos olhos e nem remelas.
Se você quer manter seu cão saudável, evite o uso de químicos o máximo possível, tanto no corpo do cão quanto no ambiente onde ele vive: produtos de limpeza, sabão em pó, a comida que compramos, remédios, anti pulgas etc.
Esteja preparado, porque algumas pessoas irão questionar tudo isso que você está fazendo (falo por experiência própria, no começo das mudanças). Se mantenha informado e saiba que está fazendo o melhor pelo seu cão (e por você mesmo).

Aqui está o terceiro princípio da longevidade
Ao escolher um produto, escolha um natural e tente substituir os produtos químicos por alternativas naturais.
Quanto à desintoxicação, ele dá o exemplo do filtro de água, que precisa ser substituído de tempos em tempos e que nós precisamos manter o “filtro” dos nossos cães em forma.


Um simples programa de limpeza
Passo 1. Tire as toxinas suplementando a dieta de seu cão com minerais essenciais e amino ácidos (alguns suplementos naturais que uso e têm esta função: cúrcuma, óleo de coco, levedo de cerveja, cloreto de magnésio, kefir, iogurte natural etc).
Passo 2. Mantenha o “filtro” principal de seu cão limpo – fazendo uma limpeza no fígado a cada seis meses, por um ano. Ele explica mais sobre isto neste link.

Passo 3. Siga os passos da natureza e use a água como o agente de limpeza interno do cão. Ofereça água filtrada e sem cloro, pois o cloro pode ter um efeito negativo nas bactérias benéficas do trato intestinal dos cães. Ele pede pra evitar darmos água mineral porque ela é embalada em plástico e ele pode ser perigoso: sugere que se dê água de um filtro (aqui usamos de filtro de barro, com um filtro que retira o cloro). Além de ser bom para nós e nossos cães, é bom para o meio ambiente também.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Como não ser um dono insuportável

Se você for capaz de não fazer estes nove itens da lista, então você é bem bacana!

1. Lambidas
Não deixe seu cão lamber a boca das visitas. Eles lambem e comem coisas que a gente não acha nem um pouco saborosas...

2. Coleira retrátil
Elas podem causar acidentes, sim! Este vídeo do youtube é a prova disso.

3. Não diga: "Ele não faz nada!"
Sério? E daí? E se o MEU não for sociável? Se tiver medo de outros cães? E se o seu cão atacar e eu precisar dar um jeito pra proteger o MEU cão, como fica?

4. Mantenha seu cão longe do meu
"Meu cachorro só quer dar um OI"
Enquanto isso, você está tentando controlar seus dois cães reativos com outros cães... eles não querem falar OI pro seu cachorro: querem outra coisa.

5. Aprenda a lidar com seu cão
Não é engraçado um cão pequenininho ficar rosnando e latindo pra todos os outros. E se fosse um cachorro gigante fazendo o mesmo? Você acharia legal ou bonitinho?
Outra dica: não permita que crianças se aproximem dos cães alheios: pergunte para o dono primeiro se o cão é dócil, se pode fazer carinho e ensine a criança o modo certo de se aproximar e acariciar um cão.

6. Não fique gritando "VEM" cada vez mais alto
Ou qualquer outro comando. Se ele não te atende, é porque você ainda não ensinou direito pra ele o que VEM significa.

7. Não mostre tantas fotos do seu cachorro
Você pode mostrar algumas, afinal eu adoro cães... mas não todas as 275 fotos que você tem dele no seu celular... risos.

8. Não esqueça o saquinho
Leve sempre dois com você. Ou até mais. Mas nada PIOR do que deixar caca na casa dos outros, não é mesmo?

9. Ande com seu cão na guia
Por vários motivos, muitos dos quais já falei acima. E também por ser mais seguro: afinal, ninguém quer ver seu amado cão se assustar com algo e correr pra uma pista movimentada. O final nunca é bonito.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Princípios para um cão saudável e longevo - Parte II

A comida de seu cão contém mercúrio ou arsênico?
No post anterior foi falado o primeiro passo para eliminar uma causa potencial de doença. “Potencial” porque a doença é deflagrada por múltiplos fatores e não apenas um. Por exemplo: o cão desenvolve doença renal os fatores que podem tê-la causado podem ser (mas não são limitados apenas a estes) alimentação seca, um machucado na terceira vértebra lombar, predisposição genética, falta de acesso à água ou o uso de remédios anti-inflamatórios não esteroides.
Não sabemos ao certo como uma doença se desenvolve. A toxicidade é um dos fatores e um exemplo disso é que dietas baseadas principalmente em peixes podem causar uma elevação de mercúrio no corpo dos cães, que podem levar a diversos problemas como epilepsia, problemas neurológicos, mudanças comportamentais, doenças renais e hepáticas, entre outras.
A causa mais comum de toxicidade é o acúmulo gradual de várias toxinas ambientais e aditivos alimentares, o que torna praticamente impossível saber quais e a quantidade delas que no corpo. Algumas como mercúrio, arsênico, chumbo e estrôncio dão alguma ideia de como está a saúde do seu cão.

Exame de sangue ajuda?
O exame de sangue ajuda a saber as condições orgânicas, se está tudo bem com as células sanguíneas e avaliação hormonal.
Mas, quando se trata de toxinas e minerais, ele oferece uma resposta instantânea e precisa ser feito por um período de tempo relativamente longo.


Quais alimentos têm grande quantidade de toxinas?
Aqui ele cita um teste feito com o pelo do cão, que dá um resultado mais acurado para saber da saúde do cão quanto às toxinas. Aqui no Brasil não sei se existe o exame e nem qual o valor, mas no Canadá existe e, segundo ele, é barato. Diz que, com este teste, dá para saber quais alimentos estão relacionados ao nível elevado de certas toxinas.

Outro benefício adicional do exame é mostrar o nível dos minerais essenciais no corpo dos cães. Ele indica este exame para aprendermos mais sobre o nível das toxinas no corpo dos cães e também dos minerais essenciais, e dá para saber se o que damos para ele comer ajuda ou não na manutenção e melhora da sua saúde como um todo.

No próximo post será tratado do processo de limpeza e desintoxicação. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Princípios para manter o cão saudável - Parte I

Feliz 2017 a todos!

Que tal iniciar o ano com posts que nos ajudarão a manter nossos cães saudáveis e, por que não?, mais longevos? Começarei a escrever resumos de uma série de um veterinário canadense sobre o assunto. Boa leitura!

Recentemente li uma série de um veterinário canadense sobre os 16 princípios para manter seu cão saudável. Vou resumir cada um deles, dizendo aqui os pontos principais. Neste primeiro post, falarei do primeiro princípio. Vamos deixar nossos cães mais saudáveis a partir deste ano que se inicia?
Uma das coisas que ele fala, e eu não fazia a menor ideia (tá vendo como pesquisar é bom?), é que não devemos medicar imediatamente nossos cães (e nem nós mesmos) para suprimir uma inflamação. Se ela for curta e saudável, ela ajuda a ter uma cura mais rápida., o que não aconteceria se bloqueássemos esta reação natural do corpo. A febre é um bom exemplo. Além disso, remédios antiinflamatórios podem causar doenças renais, hepatite e úlceras estomacais em nossos cães.
Outro exemplo que ele dá é em relação a prevenção de vermes. Achamos que dar vermífugo periodicamente aos nossos cães é a melhor forma de prevenção contra vermes (muitas vezes dados mensalmente), mas há um protocolo muito melhor a ser seguido, que eu sigo com os meus: exames de fezes periódicos e uso de vermífugos apenas se houver verminose nos resultados (nunca, em seis anos de alimentação crua, eles tiveram vermes).
Algo que eu achei muito legal ele falar é que não precisamos todos ingressar em um curso de medicina veterinária para fazermos aquela diferença na saúde de nossos cães, mas precisamos sim entender alguns princípios a serem usados nos cuidados com nossos cães, prevenindo doenças e, caso elas aconteçam, você ser capaz de escolher junto ao médico veterinário de confiança de seu cão o melhor tratamento.
Abaixo listo algumas das coisas que ele citou (algumas delas vou escrever um bocadinho):



O princípio básico da saúde é seguir a natureza;

Tudo na natureza e no Universo é um ciclo;

A única diferença é no comprimento destes ciclos;
O ciclo mais longo que conhecemos é a existência do Universo em si. Sabemos que o Universo está se expandindo mas, uma hora, ele irá se contrair. O mesmo ocorre com o Sol: agora é estrela brilhante e poderosa, mas uma hora seu combustível vai acabar. As mudanças que ocorrem na Terra também afetam a vida: fazem com que ela desapareça para, mais para a frente, surgir novamente (lembram dos dinossauros?).
Quando se trata de nós ou de nossos cães o ciclo é bem menor, mas parecido com todos os outros ciclos, ou seja: o fim é inevitável.


Como podemos aumentar a vida de nossos cães?
Aprender como fazer isso leva tempo. O mesmo quando aprendemos alguma habilidade nova. Aprender como aumentar a longevidade de nossos cães e mantê-lo saudável requer um conhecimento de princípios de cura. Boa saúde representa um ciclo de vida mais longo e má saúde representa um ciclo de vida pequeno.
O ciclo de vida de nosso planeta diminui conforme o desgastamos: poluição, pesca excessiva, desmatamento etc. O mesmo acontece com nossos cães (e conosco). Respeitar os processos naturais do corpo torna a vida deles mais longa; por outro lado, poluir o corpo com química e alimentos pobres e cheios de toxinas levam a uma vida mais curta.


Cure como a Terra cura
Por mais que inventemos coisas, é a Terra que dá os melhores alimentos, os melhores materiais e a que melhor nos cura.


Três passos para o Ciclo da Cura
1º. Limpar e Desintoxicar

A Terra tem seus jeitos de limpeza. A chuva leva as impurezas dos rios para os oceanos e os oceanos se limpam através do sol, das ondas e da areia; os raios solares UV são conhecidos por desinfetar e limpar; os oceanos absorvem uma grande quantidade de CO2 e as florestas usam o carbono para o crescimento de plantas e árvores.

Estaria tudo perfeito se nós, humanos, não destruíssemos esse equilíbrio. Criamos sempre coisas novas mas não pensamos nos perigos e consequências delas.

O corpo é bem parecido. Mantém suas funções pelos processos de limpeza através da respiração, eliminação de urina, pelo fígado. Nos cães, a glândula anal também tem um papel importante na desintoxicação.
Para termos um ciclo de vida maior, é preciso reduzir ou eliminar a quantidade de substâncias artificiais e dar ao corpo o que ele realmente precisa.
Muitos de nós não entendemos o efeito de remédios, conservantes e química no corpo. Sabemos o efeito imediato de remédios e produtos químicos mas, a longo prazo, não sabemos ao certo quais são estes efeitos. E, como não sabemos se uma substância artificial contribui para doenças no futuro, o melhor a fazer é minimizar o seu uso sempre que possível. Este é o primeiro princípio para se ter um cão saudável por muitos anos.

Evite substâncias artificiais, aprenda os efeitos da toxina no corpo e faça, a cada seis meses, uma desintoxicação. No segundo artigo, o veterinário escreve sobre doenças e como preveni-las.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Influência dos estresse nos cães: Parte II

Neste segundo post da série iremos falar sobre as causas mais comuns que estressam os cães e os sinais que eles nos dão indicando estarem estressados.

Quantos sinais de estresse você é capaz
de identificar neste cão?
Causas de estresse
Existem diversos fatores que causam estresse em cães, e abaixo listaremos alguma delas:
Introdução de um novo animal na casa: alguns cães não aceitam bem quando um novo membro chega, e o motivo para isto podem ser vários: o cão não está acostumado com outros cães ou com outros animais, o cão passou anos sendo filho único e a chegada de um novo animal dentro do ambiente em que vive pode causar medo de ser deixado de lado;
Chegada de um bebê: a chegada de um bebê na casa traz novidades no ambiente, e entre elas podemos listar choros do bebê, donos agitados, falta de atenção dos donos para o cão, correria dentro do ambiente, dentre outros fatores;
Ausência de atividades físicas e/ou mentais: o cão, assim como os humanos, sente necessidade de estar ativo física e mentalmente, e a ausência dos mesmos gera tédio, que gera frustração, que gera um quadro de estresse;
Falta de contato humano: os cães são animais sociais e gostam de estar junto, de sentir nosso toque nos carinhos, de estar presente no dia a dia, e privar o cão até mesmo de entrar na casa o faz se sentir excluído;
Hotéis caninos: alguns cães não se adaptam bem em ambientes onde existe um grupo de diversos cães de tamanhos e temperamentos variados, e muitas vezes se sentem desconfortáveis e com isso ficam estressados por estarem num ambiente onde não conseguem relaxar;
Visitas ao veterinário: assim como algumas pessoas que não se sentem confortáveis ao irem no médico ou dentista, os cães se estressam nestes lugares por se sentirem desconfortáveis e assustados, por haver muitos cães no mesmo ambiente latindo (estes mesmos cães já estão estressados), por precisarem passar por procedimentos não agradáveis como vacinas ou exames onde precisem ficar imobilizados. Os cães não sabem quando irá acabar, então ficam ansiosos dentro do ambiente, e quanto mais tempo demora, essa ansiedade vira estresse;
Barulhos altos: fogos de artifício e trovões são barulhos fortes que causam medo e pânico em cães, o que é perigoso porque leva a um estado de estresse muito alto, podendo causar infarto;
Crianças: a agitação e a falta de cuidado no manuseio das crianças acabam assustando os cães e por isso eles acabam associando as crianças a uma experiência desagradável. Cães que tiveram experiências ruins ficam estressados quando são apresentados a uma criança, e por conta disso preferem se manter afastados, para evitarem ficar muito estressados.
Sinais de estresse no cão



Agora que já sabemos o que algumas coisas que podem causar estresse em nossos cães, é bom que saibamos identificar os sinais que eles demonstram ao estarem estressados. Estes sinais podem ser através da linguagem corporal, das vocalizações e do comportamento.: por isso é muito importante que consigamos “ler” estes sinais e ficarmos familiarizados com eles, para podermos ajudá-los.



Pela linguagem corporal, eles irão nos dar dicas de estarem estressados através dos chamados Sinais Apaziguadores, descritos por Turid Rugaas em seu excelente livro “Calming Signals”. Estes sinais são mudanças sutis na linguagem corporal de nossos cães, muitas vezes ignoradas por nós, que não conseguimos entender de forma adequada. Dois dos sinais mais comuns são lamber o focinho e bocejar. E, curiosamente, são dois dos sinais que menos entendemos ao observar os cães. Outros sinais são: desviar o olhar, andar muito devagar, ficar abaixado, levantar uma pata, curvar o corpo, se deitar, ficar ofegante, cheirar o chão etc.



Alguns sinais de estresse:
Olhos
pupilas dilatadas
tensão muscular ao redor dos olhos
a esclerótica (parte branca dos olhos) é visível



Boca
bocejar
lamber o focinho
ofegar
salivar
bater os dentes
mostrar os dentes



Orelhas
coladas na cabeça e viradas para trás ou
alertas



Corpo
tenso
espreguiçar demais
soltar pelos demais
→ “congelar” ou se mover em câmera lenta
ficar encolhido
tremer
suor nas almofadas plantares
se chacoalhar, como se estivesse molhado



Vocalizações
latir (pode indicar que se sente ameaçado, se for um tom mais grave, ou que está assustado / estressado, se for um tom mais agudo)
rosnar
uivar
gemer




Há também as mudanças comportamentais decorrentes do estresse, que serão abordadas no próximo post da série, além de falarmos como o estresse afeta a saúde dos cães e como ajudá-los. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Meu cão está fora de controle!

Por que meu cão é assim?Quando alguém diz que seu cão é descontrolado, normalmente está preocupado com uma das seguintes coisas: cão agressivo com outros cães, possessividade ou uma energia inesgotável. Todos estes problemas precisam de solução, mas é normal o dono não conseguir ver o todo da situação. Se um cão tem “problemas”, normalmente é devido a falta de exercícios (físico, mental, emocional) e/ou a falha do dono de prevenir o que causa o problema.

Vamos a alguns exemplos:

* Exercícios físicos para todos
Vejo alguns cães cheios de energia. Os cães precisam gastá-la do jeito certo e uma boa caminhada, de 30 minutos a 1h (ou mais, dependendo do cão) resolveria, se não totalmente, ao menos boa parte dos problemas.

Cães preguiçosos também precisam ser exercitados!
Mesmo os cães mais preguiçosos podem desenvolver problemas comportamentais se não tiverem suas necessidades supridas. Um exemplo comum é aquele cão que é super comportado dentro de casa, mas na rua fica doidão; ou aquele quietinho, mas quando chega uma visita, fica todo agitado. Este tipo de situação pode também ter a ver com falta de exercício.

Meus whippets, normalmente, são preguiçosos: se eu deixar, eles vão dormir praticamente o dia todo. Mas, ao mesmo tempo, eles podem endoidar de uma hora pra outra, principalmente se eu não lhes oferecer uma boa caminhada diária, sessões de treino (estímulo mental) e brincadeiras. Se eu não fizer isso, eles vão acumular energia e gastá-la de um jeito totalmente inapropriado.
Quanto de exercício?
Normalmente, devido à vida corrida de hoje, não se tem tanto tempo para passear com os cães. Muitos saem todos os dias mas, será suficiente? Alguns saem apenas para fazer as necessidades fora: isso não conta como exercício, ok?!

Cães foram feitos para andar. Claro, eles se adaptam ao nosso estilo de vida, mas eles precisam mesmo caminhar, correr. Se pensar em cada raça existente hoje, cada uma delas foi feita para uma atividade específica: pastoreio, busca, matar animais daninhos, guarda, caça etc.
E os cães pequenos?
Os pequenos também precisam andar, e mais de 1,5km. Algumas vezes os pequeninos precisam de mais exercício que os grandões (um ótimo exemplo é o Jack Russell Terrier).

Como exercitar um cão
Você pode correr com ele, andar de bicicleta com ele (mas lembre-se de usar o equipamento correto, vendido em pet shops virtuais), de patins. Se houver parques onde você mora que permitam a entrada de cães, e haja um lugar seguro para soltá-os, é uma boa pedida, desde que ele atenda a comandos básicos e não seja agressivo com outros cães e pessoas. Se você não tiver tempo, contratar um dog walker também ajuda. As creches caninas são outra boa opção.




* Exercício mental: trabalhar para comer
Se o seu cão é ansioso – estressado, entediado ou obsessivo – dê-lhe algo para fazer. Em muitos casos os problemas simplesmente desaparecem com a adição de desafios mentais na rotina dos cães.

Usando a comida para dar trabalho ao cão
A pior coisa que se pode fazer é deixar a comida à disposição do cão. Ao invés disso, use-a como recompensa por bons comportamentos durante o dia; use-a para recompensar nas sessões de treino; use-a para praticar o auto-controle, o foco, comandos básicos…
Para isso, divida a porção diária em várias porções e vá usando como recompensa.

Use também nos passeios, para recompensar o bom comportamento dele: olhar para você quando outro cão se aproximar, sentar antes de atravessar a rua, andar sem puxar a guia…
Também pode oferecer o restante dela em um brinquedo dispensador de comida, tanto comprado como feito por você (garrafa pet com buracos; escondidos em nós de tecidos; escondidos pelos cantos da casa etc). Vou falar deles agora:
Brinquedos dispensadores de comida
Como disse, podem ser comprados ou feitos em casa. Dos comprados eu gosto muito do Kong. Quando alimentamos os cães nestes brinquedos, ao invés de dar a comida no potinho, ele precisa trabalhar para ganhar sua comida: ele precisa pensar para resolver este problema. Isso ajuda a gastar energia do cão e, ao mesmo tempo, recompensa pelo seu trabalho.

Na verdade, todas as refeições dos cães deveriam ser oferecidas assim: em troca de um trabalho.
Meu cão não tem interesse em comida
Porque ele está sem fome. Isso é comum em cães que têm comida à disposição o dia todo. Se ele tiver horários certos para comer, terá fome e adorará receber a comida como prêmio.

Outros desafios mentais
Visite lugares diferentes, passeie em novos ambientes, faça aulas com seu cão. Às vezes o desafio mais simples, como expor seu cão a novos cheiros, sons e objetos, já faz toda a diferença.

* Brincadeiras
Uma forma divertida de gastar energia dos cães é através de brincadeiras, especialmete o cabo-de-guerra, que eles adoram. Ter um brinquedo especial para isso é ótimo também durante os passeios, para fazer com que ele preste atenção em você, mesmo que esteja acontecendo algo que o assuste ou que o excite (como presença de outros cães, por exemplo).



* Prevenção
Ela é subestimada pela maioria das pessoas. Pode ser uma meia-volta quando você vir outro cão se aproximando, quando você sabe que seu cão é reativo; levar petiscos maravilhosos durante o passeio para prevenir comportamentos indesejados; não deixá-lo na frente de casa sozinho para prevenir latidos; deixá-lo em uma caixa de transporte ou em um cercado quando for ficar sozinho em casa (mas não deixá-lo muito tempo na caixa de transporte!!!) para evitar xixi em local errado ou destruição.
Meus cães são comportados a maior parte do tempo porque eu consigo evitar que eles falhem.



* Meu cão vai melhorar?

Se você fizer uso da prevenção, estímulos mentais, passeios e brincadeiras, diariamente e na quantidade necessária para o seu cão, ele melhorará sim. Bons treinos!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Influências do estresse em nossos cães: Parte I

Assim como nós, os cães também passam por momentos de estresse. O estresse pode nos deixar medrosos, irritados ou agitados: o mesmo se dá com nossos melhores amigos.

Nesta série de 3 artigos eu e uma amiga, também adestradora, Claudinha Bolsonaro, iremos falar sobre este tema tão comum mas, ao mesmo tempo, tão desconhecido da maioria dos donos: o que é o estresse, a diferença entre o “bom” e o “mau”, quais suas causas e sinais e quais as mudanças na saúde e no comportamento de nossos peludos que ele pode acarretar.

Neste primeiro artigo iremos tratar sobre o que é o estresse e falar um pouco sobre o “bom” e o “mau”.

O que é estresse?
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O que é estresse? Estresse é quando nos sentimos pressionados sob forte influência de algo, seja ele o ambiente, trauma, relacionamento, problemas financeiros, trabalho. Quando nos sentimos estressados, a adrenalina e o cortisol despertam o corpo para o estado de emergência (também conhecido como “estado de alerta”). Quando isto ocorre, nossas defesas do organismo disparam em alta velocidade, no chamado “lutar ou fugir”, ou melhor explicando, nos ficamos em estado de alerta e concentrados para uma possível reação ao estímulo causador do estresse. 

Os cães também sofrem de estresse, mas nem sempre seus donos percebem os sinais, o que pode levar a problemas de saúde e/ou comportamentais. Por isso, eu e a Fúlvia decidimos abordar esse tema, para que consigamos ajudar e conscientizar mais donos sobre a importância de saber sobre um problema tão comum e quais as consequências que pode causar no cão, mas que depende de nós para que nossos amigos de quatro patas sejam mais felizes e menos estressados. 
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Bom” e “mau” estresse
Um certo nível de estresse é normal e até mesmo necessário para a sobrevivência, além de aumentar a massa cinzenta no cérebro. Este estresse é chamado de estímulo, “bom estresse”, e permite que o organismo do cão utilize energia de uma forma boa e ajuda no desenvolvimento de novas capacidades. Este nível de estresse é essencial para o crescimento normal de nossos cães. Uma sessão de educação canina é encarada como “bom estresse”.

Já quando o estresse é negativo ou se torna excessivo, é chamado de “aflição”, ou distresse. Neste ponto ele pode danificar o organismo, levando a doenças e problemas de comportamento, como ansiedade e agressividade. Isto pode se tornar um ciclo vicioso, quando o estresse contribui para mais estresse e o organismo entra em colapso. Um exemplo do "mau" estresse é uma mudança de rotina na vida do cão: alguns cães lidam melhor com elas, outros, com a menor das mudanças, já sofrem. 


A suscetibilidade ao distresse varia de cão para cão. Como cada um dele responde a isso é uma combinação de genética e eventos que ocorrem no meio onde vive. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Como acalmar um cão ativo

Em algum momento tivemos cães ativos. Seja uma raça particularmente ativa ou a fase de vida do cão. Fazê-lo se acalmar não é tão fácil quanto o famoso "exercite mais". Sim, devemos exercitá-lo mais, mas não só isso. 

Abaixo, algumas ideias:

1. Muitas caminhadas
Não só nos fins de semana. Todos os dias. Afinal, seu cão não fica ativo só aos fins de semana, né? Planeje longas caminhadas. Se seu cão for hiper agitado, o ideal é uma caminhada de 1h por dia, mais uns 20min de exercício (sim, pode ser outra caminhada), sempre que possível. Pode ser que alguns dias você não consiga dar as caminhadas curtas, mas as longas devem ser feitas. Se for correr, é até melhor. Mas antes ele precisa de um check-up e não pode ser um filhote muito novo. Contratar um passeador pode ser uma saída, se você puder arcar com ele. 

2. Exercite a mente do cão
Trabalho mental pode ser mais cansativo do que um exercício físico. Desafie seu cão mentalmente todos os dias, ao menos por cinco minutos - de três a quatro sessões de cinco minutos cada - todos os dias. O que você pode fazer pela mente dele:
- visitar novos lugares;
- caminhar com outros cães;
- treino de obediência (truque também vale!);
- alimentá-lo usando brinquedos dispensadores de comida e quebra-cabeças (esqueça o pote de comida: dê a comida de forma que ele tenha trabalho para comê-la);
- uma mochila nas costas dele (mochila especial para cães, tá? já usei e atesto que ajuda um pouco sim). 

3. Aulas de obediência
Você trabalha a mente do cão e o ensina a se manter calmo perto de outros cães. Suzie e Pistache ficam bem relaxados depois da caminhada matinal deles, e depois de alguns minutos de treino de obediência, eles simplesmente capotam... risos. 

4. Ensine-o a ficar feliz sem fazer nada
Se o seu cão é muito animado, talvez você procure formas de deixá-lo mais ativo. Mas o legal é você ensiná-lo a se acalmar, deitar e não fazer nada. Você pode colocar uma caminha e um kong recheado para ele nestas horas, ou mesmo um coco verde ou osso recreacional, sempre encorajando-o a permanecer deitado na caminha (ou no paninho).

Também é importante o cão saber "ficar" quando pedimos. Comece o treino com poucos segundos, trabalhando até ele conseguir ficar no lugar por até meia hora. Cães que praticam treinos assim costumam ter maior auto-controle (que também pode ser ensinado), e eles acabam ficando mais relaxados. 

5. Deixe-o correr
Muitos cães adoram correr livres por aí, algumas vezes na semana. Pode até parecer que ele fica mais excitado ainda, mas ajuda a gastar essa energia toda que ele tem acumulada. Dependendo do cão, você pode deixá-lo correr em parques onde a entrada de cães é permitida (infelizmente, no Brasil, são poucos lugares onde isso é possível) e que o local seja seguro. Se não existir esta opção, use uma guia beeeeem longa nele. Se você conhecer alguém que tenha um quintal legal, pode ser a melhor opção: e jogue bolinha pra ele correr atrás neste quintal. 

sábado, 24 de setembro de 2016

Meu cão puxa a guia: o que fazer?

Este é um dos problemas mais comuns: o cão puxar a guia nos passeios. Por que isso acontece? Simplesmente porque, em algum momento, quando na guia, ele a puxou um pouco e conseguiu exatamente o que queria. Ou seja: ela puxa porque FUNCIONA. 

O melhor a fazer é prevenir: não deixar que ele consiga o que quer quando tensiona a guia. Por isso o ideal é começar o treino em casa e recompensar muito quando o cão estiver andando calmamente ao seu lado, sem tensão. E, aos poucos, ir passando o treino para locais diferentes: quintal, garagem, ruas calmas etc. 

Mas, e quando ele já está puxando, o que fazer? Vamos lá:

1. Ensine obediência
Pode parecer bobagem, mas ensinar comandos básicos de obediência são desafios mentais para o cão, e o tornam mais "cansados". Consequentemente, ficam mais tranquilos. Os comandos mais básicos são: deita, senta, fica e vem. O ideal é que seu cão atenda a estes comandos em todos os lugares (então, você terá que treiná-los em todos os lugares, não só em casa!). 

Antes de colocar a guia, peça para ele se sentar. Espere um momento de calma e coloque a guia. Antes de abrir a porta, você pode pedir o mesmo. Isso tudo demanda treino, paciência, consistência e persistência! Isso será um desafio para o cão, ainda mais para aquele que está acostumado a pular na porta, puxar você até ela, não ficar calmo enquanto você coloca coleira e guia... É interessante também ensinar a passar calmamente pela porta, e não como um ser alucinado que nunca viu a luz do sol. 

2. Caminhe e socialize seu cão
Cães que puxam muito estão ansiosos, agitados, excitados com o ambiente de fora de casa, além de não saberem se comportar na guia. Continue caminhando com seu cão sim, porque ele precisa desses passeios para gastar a energia acumulada, principalmente se passou boa parte do dia sozinho em casa. 

Para minimizar os puxões nesta fase de treino, gosto muito de usar o Halti (coleira de cabeça) ou a Easy Walk (uma peitoral anti-puxão). São ferramentas bem úteis para o treino. 

Clicando aqui você poderá ler um pouco sobre como ensinar seu cão a andar com a guia frouxa. Se for necessário, contrate um profissional de educação canina, que trabalhe com reforço positivo (que não puna, não dê trancos nem use enforcador). Neste outro link você verá qual a importância das caminhadas para seu cão. 

Bom passeio!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Cães mais velhos aprendem?

Cientistas começaram a se interessar em como a idade afeta os processos cognitivos, incluindo o aprendizado, raciocínio lógico e memória, em cães. Por isso, começaram um estudo para saber mais sobre o assunto.

Noventa e cinco Border Collies foram incluídos no estudo, com idades variando entre 5 meses e 13 anos. Esta raça foi escolhida porque, segundo Stanley Coren em seu livro A Inteligência dos Cães, são os cães que mais tem inteligência para obediência (aprendem mais rápido os comandos ensinados). Mesmo assim, houve diferenças entre a abilidade de aprendizado dos cães conforme a idade.

Cães mais novos aprendem mais rápido, mas os mais velho se sobressaem no raciocínio
Para testar as habilidades de aprendizado dos cães, os pesquisadores mostraram a eles duas imagens abstratas numa tela. Uma imagem era positiva, onde o cão ganhava um petisco e a outra era negativa, onde o cão não ganhava nada.

Misturaram as fotos e os cães tinham que aprender qual imagem daria o petisco, tocando na imagem correta com o focinho.
Os cães mais velhos foram capazes de solucionar esta tarefa, apesar de serem um pouco mais devagar que os mais novos. Assim como os humanos, é mais provável que cães mais velhos se tornem mais “rígidos” no pensamento conforme envelhecem.

Os cães mais velhos ofuscam os cães mais novos na área de raciocínio lógico. Foram mostradas duas figuras aos cães – uma familiar “negativa” e uma nova imagem. A imagem negativa era a escolha “errada”, e a imagem nova a escolha correta.

Esta tarefa precisava de um raciocínio lógico (por exclusão) para ser completa, e os cães mais velhos se sobressaíram nela.

Quanto mais velho o cão, melhor ele se saía. Provavelmente porque os cães mais velhos insistiam mais naquilo que haviam aprendido antes.” - Friederike Range.

Memória de longo prazo pode não ser afetada pela idade
Seis meses após a primeira séria de testes acabar, usaram as mesmas imagens abstratas do teste da tela. O teste, feito para testar a memória de longo prazo, não mostrou diferenças significativas entre os cães.

Praticamente todos os cães identificaram corretamente as imagens positivas. Este estudo ajudou a identificar o que é normal em termos de envelhecimento cognitivo em Border Collies e pode ser usado para reconhecer problemas cognitivos em cães.

Ensine ao seu cão novos truques para mantê-lo mentalmente ativo conforme ele envelhece. Estímulos mentais (quebra-cabeças, brinquedos dispensadores de comida etc), assim como oportunidades de se socializar com outros animais e pessoas, é importante para a saúde cognitiva.

Seu cão é inteligente
Pesquisas mostram que as capacidades mentais dos cães são parecidas com as de uma criança de 2 a 3 anos e, se dada a oportunidade, muitos cães podem aprender a contar, a entender conceitos simbólicos, operar máquinas simples e até entender matemática básica.

Cães também são capazes de aprender socialmente (observando os outros) e também parecem ser capazes de processar emoções e o sentido das palavras em diferentes hemisférios cerebrais, como nos humanos. Eles também prestam muita atenção na nossa linguagem corporal, nossa postura e contato visual, por exemplo.

Não pense que, só porque seu cães está mais velho, que sua capacidade cognitiva irá falhar. Há coisas que podem ser feitas para manter seu cão mentalmente em forma na velhice.

Como manter meu cão mentalmente saudável?
Além de estímulos mentais, como já mencionado acima, atividade física apropriada para sua idade e condição física também é importante. Uma dieta fresca, crua, espécie-apropriada, é um requisito para a saúde cognitiva.

Seu cão precisa consumir uma dose adequada de ômega-3, que é importantíssima par a saúde do cérebro. Triglicerídeos de cadeia média, encontrados no óleo de coco, também são importantes para evitar o declínio cognitivo.

Uma das melhores coisas que se pode fazer pelos cães mais velhos é diminuir a quantidade de carboidratos desnecessários (ou até melhor eliminá-los, que é melhor) da dieta, e substituí-los por gorduras saudáveis que nutrem o cérebro de seu cão.


Visitas semestrais ao veterinário, não importa a idade. Acompanhar as mudanças físicas e mentais de seu cão é a melhor forma de descobrir se há algo errado logo no início.