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sábado, 24 de setembro de 2016

Meu cão puxa a guia: o que fazer?

Este é um dos problemas mais comuns: o cão puxar a guia nos passeios. Por que isso acontece? Simplesmente porque, em algum momento, quando na guia, ele a puxou um pouco e conseguiu exatamente o que queria. Ou seja: ela puxa porque FUNCIONA. 

O melhor a fazer é prevenir: não deixar que ele consiga o que quer quando tensiona a guia. Por isso o ideal é começar o treino em casa e recompensar muito quando o cão estiver andando calmamente ao seu lado, sem tensão. E, aos poucos, ir passando o treino para locais diferentes: quintal, garagem, ruas calmas etc. 

Mas, e quando ele já está puxando, o que fazer? Vamos lá:

1. Ensine obediência
Pode parecer bobagem, mas ensinar comandos básicos de obediência são desafios mentais para o cão, e o tornam mais "cansados". Consequentemente, ficam mais tranquilos. Os comandos mais básicos são: deita, senta, fica e vem. O ideal é que seu cão atenda a estes comandos em todos os lugares (então, você terá que treiná-los em todos os lugares, não só em casa!). 

Antes de colocar a guia, peça para ele se sentar. Espere um momento de calma e coloque a guia. Antes de abrir a porta, você pode pedir o mesmo. Isso tudo demanda treino, paciência, consistência e persistência! Isso será um desafio para o cão, ainda mais para aquele que está acostumado a pular na porta, puxar você até ela, não ficar calmo enquanto você coloca coleira e guia... É interessante também ensinar a passar calmamente pela porta, e não como um ser alucinado que nunca viu a luz do sol. 

2. Caminhe e socialize seu cão
Cães que puxam muito estão ansiosos, agitados, excitados com o ambiente de fora de casa, além de não saberem se comportar na guia. Continue caminhando com seu cão sim, porque ele precisa desses passeios para gastar a energia acumulada, principalmente se passou boa parte do dia sozinho em casa. 

Para minimizar os puxões nesta fase de treino, gosto muito de usar o Halti (coleira de cabeça) ou a Easy Walk (uma peitoral anti-puxão). São ferramentas bem úteis para o treino. 

Clicando aqui você poderá ler um pouco sobre como ensinar seu cão a andar com a guia frouxa. Se for necessário, contrate um profissional de educação canina, que trabalhe com reforço positivo (que não puna, não dê trancos nem use enforcador). Neste outro link você verá qual a importância das caminhadas para seu cão. 

Bom passeio!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Cães mais velhos aprendem?

Cientistas começaram a se interessar em como a idade afeta os processos cognitivos, incluindo o aprendizado, raciocínio lógico e memória, em cães. Por isso, começaram um estudo para saber mais sobre o assunto.

Noventa e cinco Border Collies foram incluídos no estudo, com idades variando entre 5 meses e 13 anos. Esta raça foi escolhida porque, segundo Stanley Coren em seu livro A Inteligência dos Cães, são os cães que mais tem inteligência para obediência (aprendem mais rápido os comandos ensinados). Mesmo assim, houve diferenças entre a abilidade de aprendizado dos cães conforme a idade.

Cães mais novos aprendem mais rápido, mas os mais velho se sobressaem no raciocínio
Para testar as habilidades de aprendizado dos cães, os pesquisadores mostraram a eles duas imagens abstratas numa tela. Uma imagem era positiva, onde o cão ganhava um petisco e a outra era negativa, onde o cão não ganhava nada.

Misturaram as fotos e os cães tinham que aprender qual imagem daria o petisco, tocando na imagem correta com o focinho.
Os cães mais velhos foram capazes de solucionar esta tarefa, apesar de serem um pouco mais devagar que os mais novos. Assim como os humanos, é mais provável que cães mais velhos se tornem mais “rígidos” no pensamento conforme envelhecem.

Os cães mais velhos ofuscam os cães mais novos na área de raciocínio lógico. Foram mostradas duas figuras aos cães – uma familiar “negativa” e uma nova imagem. A imagem negativa era a escolha “errada”, e a imagem nova a escolha correta.

Esta tarefa precisava de um raciocínio lógico (por exclusão) para ser completa, e os cães mais velhos se sobressaíram nela.

Quanto mais velho o cão, melhor ele se saía. Provavelmente porque os cães mais velhos insistiam mais naquilo que haviam aprendido antes.” - Friederike Range.

Memória de longo prazo pode não ser afetada pela idade
Seis meses após a primeira séria de testes acabar, usaram as mesmas imagens abstratas do teste da tela. O teste, feito para testar a memória de longo prazo, não mostrou diferenças significativas entre os cães.

Praticamente todos os cães identificaram corretamente as imagens positivas. Este estudo ajudou a identificar o que é normal em termos de envelhecimento cognitivo em Border Collies e pode ser usado para reconhecer problemas cognitivos em cães.

Ensine ao seu cão novos truques para mantê-lo mentalmente ativo conforme ele envelhece. Estímulos mentais (quebra-cabeças, brinquedos dispensadores de comida etc), assim como oportunidades de se socializar com outros animais e pessoas, é importante para a saúde cognitiva.

Seu cão é inteligente
Pesquisas mostram que as capacidades mentais dos cães são parecidas com as de uma criança de 2 a 3 anos e, se dada a oportunidade, muitos cães podem aprender a contar, a entender conceitos simbólicos, operar máquinas simples e até entender matemática básica.

Cães também são capazes de aprender socialmente (observando os outros) e também parecem ser capazes de processar emoções e o sentido das palavras em diferentes hemisférios cerebrais, como nos humanos. Eles também prestam muita atenção na nossa linguagem corporal, nossa postura e contato visual, por exemplo.

Não pense que, só porque seu cães está mais velho, que sua capacidade cognitiva irá falhar. Há coisas que podem ser feitas para manter seu cão mentalmente em forma na velhice.

Como manter meu cão mentalmente saudável?
Além de estímulos mentais, como já mencionado acima, atividade física apropriada para sua idade e condição física também é importante. Uma dieta fresca, crua, espécie-apropriada, é um requisito para a saúde cognitiva.

Seu cão precisa consumir uma dose adequada de ômega-3, que é importantíssima par a saúde do cérebro. Triglicerídeos de cadeia média, encontrados no óleo de coco, também são importantes para evitar o declínio cognitivo.

Uma das melhores coisas que se pode fazer pelos cães mais velhos é diminuir a quantidade de carboidratos desnecessários (ou até melhor eliminá-los, que é melhor) da dieta, e substituí-los por gorduras saudáveis que nutrem o cérebro de seu cão.


Visitas semestrais ao veterinário, não importa a idade. Acompanhar as mudanças físicas e mentais de seu cão é a melhor forma de descobrir se há algo errado logo no início.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Cães educados com visitas

Alguns cães ficam bem doidinhos quando uma visita chega em casa: pulam, correm, choram, latem. Às vezes o som da própria campainha já é o gatilho para que isso aconteça. 

Para evitar que isso aconteça, preparei algumas dicas do que pode ser feito para ter um verdadeiro anfitrião em casa. 

Uma das coisas mais difíceis de se fazer é obter e manter a atenção do cão quando ele ouve um gatilho como a campainha. Então, veja como conseguir isso nas dicas a seguir:

1. Primeiro de tudo, use os melhores petiscos
Muita gente me diz "mas meu cão não liga para petiscos!". Mesmo? Tente usar algo de alto valor, com bastante cheiro: seu cão não vai conseguir ignorar. Segure o petisco bem em frente ao nariz do seu cão se você precisar redirecionar a atenção do seu cão para você. Eu gosto de usar pedacinhos de queijo, que são os petiscos mais desejados em casa. Mas, como tenho dois glutôes em casa (apesar de esbeltos), eles acabam trabalhando por quase qualquer petisco. Mas claro, que eles achem que valham a pena trabalhar por. 

2. Proporcione bastante exercício
Tá bom, eu sei... não é assim tão fácil. Mas faz TODA a diferença!
Quanto menos energia o cão tiver acumulada dentro dele, mais fácil será para você acalmá-lo e obter sua atenção. Não estou dizendo que você precise fazer um trekking de quatro horas todos os dias com ele, mas que deva passear ao menos 2x ao dia, todos os dias, por 45 minutos cada vez (ou sempre que seu cão precisar). 
Ok, mas... e se estiver chovendo? Já publiquei algumas coisas sobre o que fazer em dias chuvosos (aqui), sobre como manter seu cão ocupado dentro de casa (aqui) e não podemos esquecer de como manter o cão mentalmente saudável também (aqui).

3. Não esqueça de trabalhar a obediência
Muitos cães não respondem a comandos básicos com distrações pequenas então, claro que eles não seguirão estes comandos quando alguém tocar a campainha (grande distração). Comece pelo básico e trabalhe bastante com cão até que ele responda super bem a comandos como senta, deita, fica, vem etc. Isso ajuda bastante!

4. Foque no que você quer que o cão faça (e não no que não quer que ele faça) e PRATIQUE
Ao invés de "quero que ele fique calmo" ou "não quero que ele pule" pense: o que você quer que ele faça? Quer que ele se sente? Que ele deite na caminha dele? Que ele ande calmamente até a porta sem latir e sente? 
Por exemplo: quero que o Pistache dê apenas um latido (ele é o que dá os latidos de alerta) e que me siga até a porta calmamente; mas quero que a Suzie fique deitada na caminha dela, esperando a visita acariciá-la. Sem pular. 

5. Determine o que seu cão precisa para alcançar as suas expectativas
Ele precisa ficar temporariamente na guia quando você receber visitas? Você precisa de uma recompensa melhor? Você precisa que alguém toque a campainha para você algumas vezes por dia? As visitas precisam praticar mais em ignorar seu cão e pedir que se sentem ou deitem? (Essa é, acreditem, a parte MAIS difícil!!!). 

6. Crie cenários para você praticar
Claro que seu cão vai ficar super excitado se você convidar 50 pessoas para sua casa sendo que ele nunca praticou o comportamento certo em situações menos excitantes. 
Você não pode esperar que seu cão fique 10 metros distante de você por 10 minutos no mesmo dia em que você lhe ensinou o comando fica, ok? Ele vai precisar de semanas de prática, um passo de cada vez, para chegar a este ponto.
O conceito para ficar calmo na porta é o mesmo. Ele precisa praticar este comportamento um passinho de cada vez, com poucas (ou nenhuma, no começo) distrações. 

7. Obtenha a atenção de seu cão, só então atenda a porta
Quando alguém toca a campainha, você pode tirar uns 15 segundos para chamar a atenção de seu cão para você. Correr até a porta como se você fosse tirar o pai da forca vai fazer seu cão fazer a mesma coisa. 
Pare. Respire. Tenha a atenção de seu cão em você, espere ele ficar calmo. Aí então você atende a porta. Ninguém vai morrer (ou sair dali achando que não tem ninguém em casa) por esperar alguns segundos. 

Outras coisas que podem ser feitas

  • Bata na porta, toque o interfone ou a campainha de sua casa de vez em quando, para dessenssibilizá-lo ao som;
  • Não aja como se fosse um grande feito você chegar em casa;
  • No começo do treino, para não colocar tudo a perder quando seu cão ainda não está pronto para isso, coloque-o em outro cômodo da casa com um kong recheado ou um osso recreacional para se divertir. 


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Os Dez benefícios da Alimentação Natural

Este post faz parte do site de uma grande amiga, Camilli Chamone, onde ela fala sobre os benefícios da Alimentação Natural para os cães.

Eu ofereço a alimentação natural crua com ossos, estilo BARF (Biologically Appropriate Raw Food), há mais de seis anos e só tenho elogios a ela.

Neste post, Camilli descreve dez benefícios dessa alimentação mega saudável. Não troco mais esta alimentação por qualquer outra coisa. Boa leitura!

* * *
Fizemos um compilado com os 10 benefícios mais frequentes - e incríveis - apresentados por cães que deixam de ser alimentados com rações industrializadas e passam a ser alimentados com comida de verdade! ♥


1. Diminuição da queda dos pelos
Sem dúvida, essa é a primeira característica observada. A queda de pelos diminui drasticamente, de forma quase imediata, e o pelo torna-se mais brilhante e sedoso. É muito comum a queixa de pelo opaco, quebradiço e que cai muito em cães que são alimentados com ração.


2. Muitos problemas de saúde desaparecem "como mágica"
Quase a totalidade das pessoas que muda para a alimentação natural relata que os problemas de saúde dos seus cães sumiram espontaneamente. A cura de problemas gástricos, problemas intestinais, infecções recorrentes de pele, otites, alergias e, inclusive, questões comportamentais estão entre os relatos mais comuns. Isso faz todo sentido, afinal, nosso organismo (e dos nossos cães) tem um enorme potencial para curar-se sozinho e a nutrição adequada potencializa essa possibilidade.


3. Diminuição do "cheiro de cachorro" e menor necessidade de banhos
Nossa experiência e a experiência dos adeptos da alimentação natural comprova isso. Nossos cães tomam poucos banhos por ano e não há "cheiro de cachorro" por aqui.


4. Melhora do hálito, dentes saudáveis e gengivas sadias
Isso ocorre principalmente com cães que são alimentados com ossos carnudos crus e/ou que fazem uso frequente de ossos recreacionais. O atrito dos ossos com os dentes funciona como uma potente escova de dentes! E, não se preocupe: os dentes são a estrutura mais dura e mineralizada do corpo de um cão (do nosso também!) - dentes normais não se quebram quando o cão rói ou mastiga ossos.
Os carboidratos simples, como os presentes no milho (componente central das rações), são os principais responsáveis pelas doenças dentais. O acúmulo deles, nos dentes, é responsável pela formação do tártaro, que desencadeia as periodontites. Uma dieta livre de carboidratos simples mantém os dentes limpos e evita as intervenções anestésicas para limpeza dental.


6. Satisfação na hora de comer
Vamos falar a verdade? Comer bolinhas industrializadas, que possuem o mesmo gosto, a mesma textura, todos os dias da vida, deve ser um castigo! Onde está o frescor, onde estão os diversos cheiros, os diversos sabores e as diversas texturas que fazem parte do prazer de alimentar-se? 
Não existe preguiça de comer em cães alimentados com comida de verdade. E é uma delícia ver o prazer com que eles comem a alimentação natural!


7. Desenvolvimento muscular
Quando criava buldogues franceses, meus cães sempre participavam de Dog Shows. Era extremamente desgastante ter que insistir para que meus buldogues comessem muita ração, a fim de manterem-se fortes. Em 2008, a alimentação natural trouxe meu grande alívio! A musculatura dos frenchies "saltou" e eu não precisava mais insistir para que comessem.
Esse é o efeito maravilhoso de uma alimentação balanceada que contém exclusivamente proteínas de alto valor biológico! ♥ Infelizmente, as proteínas da maioria das rações super-premium são de baixa digestibilidade e de baixo valor biológico: hidrolisados, carne mecanicamente separada, penas e bicos de aves, etc.


8. Diminuição do tamanho e do cheiro das fezes (e diminuição dos puns também)
Os alimentos utilizados na alimentação natural são de alta digestibilidade e de altíssimo valor biológico. Isso significa que eles são rapidamente digeridos e absorvidos pelo organismo do cão, deixando um resíduo (fezes) mínimo. Alimentos rapidamente digeridos não ficam fermentando nos intestinos! Por isso, também, a diminuição do cheiro dos puns é enorme.
Isso não acontece na dieta de cães que se alimentam com ração à base de milho e de proteínas de baixa digestibilidade.


9. Mudança positiva de comportamento
Dietas de alto índice glicêmico, que promovem picos constantes de insulina, produzem também alterações de humor e letargia. Sabia disso?
Quando passamos a alimentar os cães com comida de verdade, de baixo índice glicêmico, qualquer resquício de apatia vai embora e é impressionante como há um reflexo positivo no treinamento de comandos!


10. Diminuição drástica das contas no médico-veterinário
É impressionante o papel que a dieta exerce na promoção da saúde dos nossos pets! Cães que comem alimentação natural não ficam facilmente doentes. 
Bento tem 06 (seis) meses de idade e nunca teve um único problema de saúde.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Como treinar dois cães

Para conseguir treinar dois cães ao mesmo tempo, juntos, é um deles ficar deitado na caminha (ou numa cadeira, almofada, mat, sofá, qualquer lugar) enquanto se treina o outro cão.
Os pré-requisitos básicos (a meu ver) para que se tenha sucesso treinando os dois cães juntos são:
1. O cão já saiba ficar quieto na caminha dele (ou no mat, qualquer lugar) por cinco minutos enquanto é recompensado.
2. Ele consiga ficar na caminha com distrações moderadas (você andar em volta dele, se distanciar dele, pular, trotar, derrubar um petisco, jogar um petisco longe, andar com um brinquedo na mão etc). Isso porque o outro cão treinando, recebendo petiscos e fazendo comportamentos, será uma enorme distração.
3. Há comandos específicos para cada cão. Aqui eu uso o nome de cada um para que eles saibam quem pode sair da posição e quem deve permanecer nela.
4. É fundamental que os dois cães se conheçam e não sejam agressivos um com o outro.
E mais uma coisa importante: você deve se concentrar no cão que está esperando na caminha. Parece óbvio, mas muita gente recompensa mais aquele que está fazendo as performances fora dela e se esquecem do que está lá, deitado, pacientemente e vendo todas as distrações. Aí não dá certo.
Cada cão deve receber a recompensa pelo seu trabalho, assim o que está na caminha entende direitinho que é recompensado por ficar ali, não importa o que esteja acontecendo.
Aqui eu não recompenso os dois ao mesmo tempo, e sim recompenso um de cada vez.
Cães que vivem com outros cães em casa aprendem rapidinho que eles nem sempre vão ganhar um petisco quando seu irmão ou irmã ganham um, o que é muito bom.
Mostre ao cão que ele é o centro do treino
Temos que fazer de tudo para mostrar ao cão que está na caminha que ele é o centro do treino.

Para começar, mostre ao cão que ele vai trabalhar. Aqui, o fato de eu pegar as caminhas (ou os mats) e os apetrechos de treino (petiscos, potinhos, pochete – em alguns casos), brinquedos, pedacinhos de madeira etc, já indicam que eles irão treinar.

Tudo isso mostra para eles que o treino vai começar: e eles adoram isso.

Como fazer
  • Pego os petiscos
  • Treino um pouco com aquele cão que vai ficar na caminha antes de chamar o outro (no vídeo eu já tinha feito um pouco com a Suzie antes da entrada do Pistache, mas só filmei com os dois já juntos). Treino um pouco com distrações e tudo o mais.
  • Aí entra o outro cão em cena.
  • No vídeo, quis fazer poucas coisas com o Pistache, e intercalei também em deixar ele na caminha com chamar a Suzie para ser o cão distração.
  • Quando trabalho assim, não uso o “OK” como forma de liberar um deles individualmente, uso o nome de cada um (Name Game). Só uso o “OK” no fim da seção.

Liberar
Como eu disse acima, libero usando o nome do cão, deixando o “OK” para o final da seção de treino, quando os dois podem sair e fazer outra coisa que não treinar. Para isso, ensino o nome deles, de uma forma fácil: digo “Pistache” e dou um petisco para ele; digo “Suzie” e dou um petisco para ela. Repito bastante e depois eu “provo” o comportamento: digo o nome de cada um deles fora da sessão de treino. Se eles responderem, é porque aprenderam.

E aí?

Algumas vezes eu troco os cães de lugar (um sendo o da caminha e o outro sendo a distração), porque isso os incita a querer trabalhar mais (Premack Principle, um comportamento pode reforçar outro comportamento). A maior recompensa para o cão que está quietinho na caminha é ser o cão distração depois! 

Fiquem com o vídeo:
video

sábado, 30 de julho de 2016

Comida de Pet


Como vocês sabem, alimentamos nossos magrelos com alimentação natural crua. E nada mais legal que, ao ensiná-los, usarmos petiscos naturais, com ingredientes saudáveis e sem conservantes, não é mesmo?

Pois bem. Esta semana recebemos um presentão da Comida de Pet: petiscos caseiros que agradaram muito nossos pequenos. Tudo é feito com tanto carinho que não deixaram escapar nenhum detalhe: capinha de joaninhas, cartinha desejando que eles sejam felizes e ainda as opções de petiscos vendidos. Quer mais? Entregam em todo o país!
Suzie e Pistache esperando, pacientemente, para
poder comer os petiscos: saborosos.

O potinho com a capa de joaninha e ainda
o cartão dizendo do que é feito: dedicação.
Quer conhecer mais a empresa? Acesse a página do facebook aqui. E, abaixo, a história de como tudo começou.

Bom apetite!

A Comida de Pet surgiu com a necessidade de fazermos comida para nosso cachorro, Argus. Argus é um cachorro especial de todas as formas. Chegou a nossas vidas com cinco meses de idade. Era o “macho disponível” que estava em promoção por não ter sido vendido com 60 dias...rs Quando tinha oito meses descobrimos que ele tinha uma doença muito grave e que requer cuidados específicos. Aprendemos muito, gastamos muito, pesquisamos muito e o amamos muito. Depois de tentar de diversas formas que ele se alimentasse com vontade, ou ao menos se alimentasse, começamos a utilizar a alimentação natural e ele passou a comer tudo do mais natural possível. Enjoou da comida natural e agora voltou à ração, mas optamos por uma mais natural possível. Com todo esse período de aprendizado, acabamos nos aperfeiçoando em sua alimentação. Como vó que sou, me dediquei a cuidar de sua alimentação e buscar alimentos nutritivos e saborosos. Meu neto de quatro patas fez essa vovó de 61 anos voltar a trabalhar. Alguns amigos começaram a encomendar os petiscos do Argus e é assim que nasce a “Comida de Pet”, preocupada com a alimentação saudável e saborosa para aqueles que nos oferecem seu amor incondicional. As primeiras linhas de produtos são de biscoitos e o nosso diferencial são aqueles no formato de adestramento. Os biscoitos da vovó já foram provados e aprovados pelo Argus, pela veterinária dele... sim ela comeu vários. Agradecemos a confiança de todos em nosso trabalho e saibam que são feitos com muita dedicação e carinho. - Sônia de Lima

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Lei de igualação, ajudando na educação

Escolhas… Todos nós, humanos e animais, fazemos nossas escolhas baseados nos resultados que obtivemos de consequências do ambiente. Alguns exemplos: latir para chamar atenção ao invés de deitar (porque, provavelmente, nós damos mais atenção – por meio de broncas, que também são um tipo de atenção – quando ele late do que quando vai deitar na caminha dele). Em comportamento aplicado, isto tem um nome: “lei da igualação” (tradução livre de “Matching Law”). Esta lei influencia não apenas diretamente o comportamento do animal, mas também a eficiência no treino dele.

As escolhas que fazemos são o resultado de inúmeras variáveis, tais como a quantidade de recompensas (quantas vezes fomos recompensados por certo comportamento), a qualidade da recompensa (o quanto a apreciamos), ou o atraso da recompensa (o quão cedo a recebemos). As chances de escolher um comportamento em detrimento do outro estão diretamente relacionadas a quanto este comportamento foi recompensado. Digamos que o cão foi recompensado 10 vezes quando sentou à sua frente e 5 vezes quando sentou ao seu lado. Como resultado, este cão tenderá a sentar mais à sua frente que ao seu lado.

Esta lei foi “descoberta” por R. J. Hernstein. Ao trabalhar com pombos, percebeu que eles bicavam mais um botão que o outro e isto estava diretamente relacionado com as recompensas que recebiam. Por exemplo: se 70% das recompensas eram dadas quando eles bicavam o botão direito, o pombo bicaria o botão direito 70% das vezes, por isto o termo “lei da igualação”.

Por que é importante termos em mente esta lei quando trabalhamos com cães ou outros animais? As razões são:

1 → Se confrontados com dois comportamentos possíveis, um animal tende a escolher aquele que foi mais recompensado. Por isso é importante proporcionar condições nas quais fazer a “escolha certa” seja mais fácil que a outra alternativa. Um treino eficiente inclui manejar o ambiente para que as “escolhas certas” precisem de pouco esforço para serem realizadas e recebam muitas recompensas imediatamente. Um exemplo é, quando mantemos um filhote confinado ou sob constante supervisão enquanto o levamos para o banheiro a cada meia hora e o recompensamos quando fizer xixi e/ou coco no lugar certo. Quanto menor o número de acidentes, mais rápido e mais eficaz é o treino.

2 → Cada vez que recompensamos comportamentos indesejados, reduzimos a força dos desejados. Se queremos um “senta” perfeito, alinhado em relação ao nosso corpo (exigência em competições), devemos evitar recompensar qualquer “senta” que não se enquadre neste critério, ou se o cão se sentar devagar demais. De acordo com a lei de igualação, a cada “senta” errado que recompensamos, menores as chances de obtermos o “senta” perfeito.

3 → Quando usamos shaping, quanto mais tempo ficamos em um comportamento intermediário, mais forte este comportamento se torna. Se tentamos que cada passo seja perfeito antes de irmos para o próximo, ao invés de irmos muito rápido, tornamos estes comportamentos mais fortes e, consequentemente, com mais tendência de serem repetidos. Acreditamos que quando trabalhamos com o shaping em um comportamento o tornamos mais forte. Se aplicamos a lei de igualação, isto não é verdade. No shaping, leva-se cerca de 20 a 40 (ou mais) repetições para conseguirmos o comportamento desejado. Durante uma sessão de treino, tendemos a recompensar o cão mais vezes nos comportamentos intermediários que no comportamento final. Quando usamos o luring, ou seja, quando guiamos o cão, o comportamento desejado é alcançado mais rápido então, no final, este comportamento (o final) terá um histórico de recompensas maior que os intermediários.

4 → Precisamos nos certificar de não recompensar comportamentos que não queremos. Se estamos ensinando o cão a sentar e o recompensamos quando ele colocar seu peso de lado (ele vai sentar “tortinho”), este comportamento é que será repetido. Se não quisermos competir em obediência, isso não é um problema. Mas, se nosso objetivo são as provas, nos livrar deste comportamento errado demandará muito mais tempo do que treinar certo desde o começo.


São apenas alguns exemplos de como a lei de igualação influenciam a eficácia de nossos treinos. Também podemos ver como ela funciona na modificação de comportamentos. No treino de cães podemos identificar muitos casos onde esta lei se aplica e pode ser usada para modificar o ambiente para resultados melhores e mais rápidos. 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Será que ignorar um mau comportamento funciona?

Nem sempre. E ignorar um comportamento não é uma parte importante da educação dos cães.
Muitos dizem que quem usa o método do reforço positivo para educar os cães só ignora o mau comportamento. Mas isso é um mal entendido, típico de quem confunde o treino dos cães com punição. Se alguém acha que um adestrador que usa reforço positivo não faz nada para diminuir um comportamento, então ignorar é a única opção. Mas não é bem assim.
Ignorar um comportamento indesejável não é algo de extrema importância na educação pelo reforço positivo. O que fazemos, na verdade, é evitar que um comportamento indesejado aconteça e, se acontecer, o interrompemos desde o início. Ou você acha que só ignoramos quando um cão pula em uma pessoa idosa ou em uma criança pequena? Se um cão repete um comportamento, ele tende a ficar mais forte, então deixar que o cão pule sem interromper a ação não adianta nada. Digamos que você acorda domingo e seu cão pula em você. Na segunda você acorda e ele também pula em você. Na terça e na quarta também. O que você acha que vai acontecer na quinta-feira?
Ignorar um comportamento faz parte de um plano de treino, mas é feito de forma controlada e em conjunto com um comportamento incompatível (um cão não pode pular e sentar ao mesmo tempo, por exemplo).
O lado ruim de ignorar um comportamento é que isso é muito difícil de se fazer. Mas lembre-se que você não vai apenas ignorar um comportamento, mas vai trabalhar para ensinar algo que você ache melhor para que ele deixe de fazer aquilo que não é legal.
Por quê só ignorar não funciona?
1. Não dar atenção a um comportamento achando que ele vai simplesmente desaparecer é acreditar que a atenção é a única recompensa para aquele comportamento. Pular é um exemplo clássico. Se a gente só ignorar um cão que pula, dando as costas pra ele, ele vai continuar pulando, mas nas nossas costas. O problema é que os cães gostam de pular, então o pular em si já é uma recompensa para eles, você dando ou não atenção. Ignorar um cão assim, não vai te levar a lugar nenhum.
2. Se o comportamento continua por causa de atenção, não conseguimos aguentar por muito tempo ignorando o cão. Aqui vamos usar o latido como exemplo. Seu cão late assim que você senta para comer. Geralmente você dá um pedacinho de comida pra ele. Um dia você decide que já chega. Você já cansou dessa latição toda e decide que não vai mais dar nada pra ele enquanto estiver comendo. Será que você consegue? Mesmo seu cão estando confuso e fazer aquela carinha de esfomeado, olhando para você? Ele só quer um pedacinho de queijo e, fala a verdade, você gostava de dar o queijo pra ele. Se você ignora a latição por 45 minutos e desiste e dá logo o queijo “porque não aguenta mais”, você perdeu. Estes 45 minutos serão seus inimigos, afinal, você ensinou seu cão a ser super persistente. Mesmo que você ignore por mais tempo na próxima vez e não dê o queijo… o que dizer de outras pessoas que vivem com você, os amigos e parentes que vêm te visitar? Eles vão fazer isso, sempre? E outra: isso é justo para o cão? Ele está apenas fazendo um comportamento que sempre foi recompensado antes e agora, de repente, não funciona mais.
3. Achamos que estamos ignorando, mas há uma “recompensa ilícita”. Esta é uma ramificação do número 1. O comportamento pode não ser auto-recompensador, mas há um a recompensa disponível, que não controlamos. Digamos, estou ensinando o “fica”. Ele sai da posição e vem na minha direção e eu o ignoro. Então, ele vai cheirar a grama. Nada produtivo ter ignorado o cão: ele foi recompensado por ter ido cheirar a grama!
4. Ignorar não ensina qual é o comportamento que desejamos. Quando mudamos um comportamento, precisamos ensinar um novo para ficar no lugar daquele outro. Se deixamos por conta do cão, vamos acabar com um comportamento ainda pior que o original. Então, ao invés de simplesmente ignorar o que não gostamos, é mais eficaz e mais humano ensinar um comportamento diferente e fazer o cão praticá-lo. Quando queremos eliminar um comportamento que encaramos como um problema, interferimos em algo que funcionava para o cão. Para sermos justos, ensinamos ao cão o novo comportamento e nos certificamos que este seja mais recompensador que o anterior.



As dificuldades quando precisamos ignorar
O número 4 diz que, algumas vezes, podemos ignorar um comportamento quando recompensamos outro. É aí que ignorar o comportamento ajuda no processo de educação. Mas ignorar é complicado.
O que é ignorar? Mesmo quando precisamos ignorar um comportamento como parte da educação, pode ser difícil pra caramba. Quando estamos lidando com comportamentos que são feitos em parte por causa de atenção, qualquer tipo de atenção será encarada como recompensa. Os cães nos leem muito bem. Se ele está pulando em você e te arranha, você dá um grito. Isso não é ignorar e pode ser encarado como recompensa. Se o filhote está incomodando seu cão mais velho enquanto você dá atenção a ele, você afasta o filhote. Isto também não é ignorar e pode ser encarado como recompensa e pior: ele pode achar que você está chamando-o para brincar. Até olhar para o cão é encarado como recompensa. E acredite: é super difícil para de olhar para o cão. Se for preciso, abra um livro mas não olhe para ele!
A dica é: trabalhe comportamentos alternativos (incompatíveis) e recompense-os muito! Ignorar o mau comportamento faz parte do plano, mas apenas se você ensinar o que é certo também.
Não recompensar não é ignorar
Quando ensinamos um novo comportamento e não recompensamos aquilo que não atinge o esperado, não estamos ignorando. Na maioria dos casos, nossa atenção está totalmente voltada para o cão. Sim, é verdade, nossa atenção pode ser uma forma de recompensa, mas seu poder é ofuscado pela recompensa melhor que usamos quando ele faz aquilo que queremos. Atenção + comida (ou brincadeira) é uma recompensa muito melhor que só a atenção. Por isso que uso comida e brincadeira quando educo.



Quando ignorar é bom
Alguns cães chegam em nossas casas tão assustados que ignorá-los é benéfico. Isto vai contra nossos instintos, de tentar acolher. Isso é muito comum de acontecer quando adotamos um cão adulto, um filhote de fábrica de filhotes, um cão que sofreu abusos: queremos lhe dar amor. Mas essa nem sempre é a melhor solução. Ignorar pode inclusive dar mais confiança ao cão.

Usando o exemplo do Pistache. Ele chegou para mim já adulto, veio de um lugar onde conhecia todo mundo, e chega em outro lugar onde não conhece nada e nem ninguém. Normal ficar com medo. O que eu fiz? O ignorei. Por dois dias. Foi extremamente difícil, mas isso deu a ele uma confiança absurda na gente, foi se tornando mais seguro do ambiente em que vivia e se soltou. Hoje, é um cão confiante e sabe que pode contar comigo em qualquer situação. 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Dar a pata

Aqui publico um vídeo demonstrando como se pode ensinar um cão a dar a pata, sem precisar ficar pegando na pata dele.

Suzie, a modelo,  já sabe como fazer isso. Mas, basicamente, você precisa ter petiscos na sua mão e colocá-la, fechada, na frente de seu cão. Ele vai lamber pra tentar comer e também dar patadas. Quando ele der a patada, você diz "ISSO" e dá o petisco. Você pode fazer isso com as duas mãos.

Assim que seu cão já tiver entendido a brincadeira, ofereça a mão aberta. Quando ele colocar a pata na sua mão, diga "ISSO" e dê o petisco com a outra mão.

E se ele não der a pata neste passo? Faça mais algumas repetições com a mão fechada e o petisco dentro.

O comando de voz a gente só coloca depois de um tempo e DEPOIS de o cão ter dado a patinha. Para testar se ele entendeu o comando, depois de algumas repetições, vc fala "dá a pata". Se ele der, é porque entendeu direitinho. Se não der, faça mais algumas repetições.

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Bom treino!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

No aprendizado a raça faz diferença?

A educação dos cães é muito importante e necessária. Ela é essencial para que eles consigam se adequar a quase todo tipo de situação, mas somente educá-los não é garantia de lhes oferecer bem-estar. Cada indivíduo é único, a educação é importante e a genética, queiramos ou não, também, por isso não podemos deixá-la de lado.

Mudanças para satisfazer nossas necessidades
Os cães, que nos acompanham ao longo das civilizações, se adaptaram aos nossos povoados e, depois, se tornaram “ferramentas” importantes para nossa vida.

Começamos a exigir deles comportamentos e aspectos determinados, criando-os para isso. Moldamos desde o seu tamanho até sua tolerância a contato físico, sem esquecer sua mordedura, comportamento, cor e comprimento da pelagem etc. Tudo de acordo com nosso gosto.

Sejam desenvolvidas naturalmente ou por seleção artificial, o fato é que hoje existem centenas de raças reconhecidas, inclusive algumas com problemas variados, como machos que não conseguem fecundar as fêmeas, fêmeas que não podem ter um parto natural devido ao tamanho da cabeça dos filhotes, cães com dificuldades respiratórias, problemas de coluna, de quadril, má formações genéticas etc.

A conduta de nossos cães será a combinação da genética com a educação. Como ambas são fundamentais, não podemos esquecer de nenhuma!

As aparências enganam?
Vamos pensar nos cães selecionados para as tarefas de antigamente: para quê eram eficientes?; quais as funções, hoje em dia, dos antigos cães pastores, de guerra, caçadores, rastreadores? Nesta descrição, entram cães como os conhecidos Pastores Alemães, Pointers, Galgos, Mastifes, Terriers, entre outros (para saber mais, a FCI os classifica em 10 grupos de acordo com sua função).

É evidente que há diferenças importantes entre os grupos de cães, além da sua morfologia. A seleção para desempenhar funções concretas influi também nas diferenças comportamentais. Traduzindo: nossos cães de “companhia” podem ter tanto características que nos chamem a atenção como problemas de comportamento.

Exemplos
Foi-se criada uma raça para o trabalho e, para isso, ela deveria gostar de trabalhar, e trabalhar muito. Ela tem muita necessidade de trabalhar. Sim, estou falando do Pastor Belga Malinois: pode ele ser feliz se não trabalhar? Depende. Podemos fazer com que ele trabalhe em outro tipo de coisa, a menos que você queira que o trabalho dele seja destruir sua casa. Agora, com certeza ele será muito mais feliz e, até mais equilibrado, se respeitarmos a sua individualidade e dermos a ele algo com que se ocupar, seja fazendo agility, obediência, trekking etc.

Aqueles cães lindos que nadavam para levar a presa são hoje os sociáveis e amigáveis Retrievers. São cães que estão sempre dispostos a qualquer coisa, inclusive aprontar em casa, se não lhe dermos coisas úteis para fazer.

Há também o famoso Border Collie, que hoje é muito conhecido por pastorear crianças. Mesmo que você conheça um que não o faça, é característico da raça sua movimentação, sua cautela, seu olhar fixo e sua disposição para o trabalho, para aprender, para os esportes caninos.

O Beagle é um ótimo exemplo de um cão rastreador: sente um odor, se fixa nele e nada o faz parar de segui-lo.

E os cães de caça que adoram qualquer pessoa? São os Setters e Pointers. Provavelmente sejam assim porque antigamente os caçadores os emprestavam uns para os outros e, assim, trabalhavam com qualquer pessoa.

Ainda que existam os Terriers maiores, já percebeu que os menores, apesar de usados como cães de companhia, nem sempre são amigáveis, latem bastante, são ousados, algumas vezes não se dão bem com crianças pequenas? Sua origem lutadora e de trabalhador solitário contribuem para essas características.

Resumindo
O que isso quer dizer? Que todos os cães de uma mesma raça agem da mesma forma? Não! Mas saber a sua origem nos faz levar em conta suas necessidades , supri-las e usá-las a nosso favor para termos um cão mais equilibrado e feliz.

A educação que damos aos nossos cães é muito importante mas não podemos esquecer que muitos deles foram feitos para desempenhar determinada função e muitas vezes somos os responsáveis por suprir suas carências para não nos defrontarmos com problemas de comportamento “típicos” de determinada raça ou grupo de cães.


Saber o passado de nossos cães nos ajudará a melhorar seu presente.